Lançamentos privilegiam apartamentos que valorizam espaços de convivência, mas preservam a área íntima
A cobertura ou penthouse, nome que se dá à unidade situada no andar mais alto de um prédio ou condomínio, é o imóvel mais valorizado numa edificação, não apenas em função de seus atributos – como ampla área privativa, vista privilegiada do horizonte, mais espaços ao ar livre e conforto térmico-acústico -, mas também pelo preço do metro quadrado privativo, que pode ser até 12% maior do que o de um apartamento tradicional. O status hoje a ela conferido deve muito ao surgimento do elevador. Em tempos remotos, no andar de baixo da edificação havia o comércio e o estábulo. O melhor andar para se morar era o primeiro, que tinha garantido o conforto térmico pela presença dos animais. O último era reservado aos serviçais.
Hoje, as coberturas ou penthouses são um artigo de luxo nos condomínios. Além do aumento no interesse e na procura dos compradores por edifícios residenciais que agreguem as características de morar numa casa e de desfrutar de uma área descoberta, o arquiteto Marcio Campos diz que a legislação que determina os parâmetros para construir em Curitiba favorece a inclusão da cobertura em dois níveis nos projetos.
“Estas unidades usualmente seguem, no pavimento inferior, o mesmo padrão da planta tipo dos apartamentos tradicionais. Já no andar superior procura se prevalecer de dispositivo legal que permite a construção de um terço da área do pavimento tipo, sem considera-la como área computável, aumentando o potencial construtivo da edificação. Dessa forma, amplia-se o limite para construir”, explica.
Além de geralmente contarem com mais de um pavimento, os recentes lançamentos das empresas na capital paranaense valorizam e integração dos espaços internos de convivência, resgatando o conceito do duplex invertido. “Nessa proposta, normalmente no pavimento inferior eliminam-se os dormitórios e estes passam a fazer parte do pavimento superior. Desse modo, o andar de baixo torna-se um espaço social e o de cima preserva a área íntima, semelhante ao padrão de uma residência unifamiliar”, explica Campos.
Em Curitiba, o Orfeu Residencial, edifício residencial do Grupo Hestia no Água Verde, terá coberturas com conceito de duplex invertido. “Foi realizada uma pesquisa com o público alvo do empreendimento para a concepção do projeto. A partir disso, desenvolveu-se um produto que fosse sofisticado, diferenciado e com amplos espaços, que criasse a sensação de morar numa casa, mas com diferenciais de um apartamento”, descreve o presidente do Grupo Hestia, Gustavo Selig.
O condomínio terá duas torres e 27 apartamentos. Cada torre terá uma cobertura, com três dormitórios, que seguem a proposta arquitetônica, totalizando área privativa de 140,98 metros quadrados, mais 37 metros quadrados de terraço. O piso inferior vai abrigar sala de jantar e de estar, lavabo, área de serviço, cozinha, churrasqueira e terraço descoberto. O piso superior terá dois dormitórios, banheiro, suíte máster, closet e terraço descoberto. “O piso dos dormitórios terá vista para o terraço. Além disso, áreas do terraço e da churrasqueira terão espaços abertos e cobertos”, detalha Selig. As coberturas estão sendo vendidas a partir de R$ 1,12 milhão.
O empreendimento também vai comportar apartamentos, com dois dormitórios, com o conceito de duplex invertido e vista dos dormitórios para o espaço de convivência. Serão três unidades por torre, totalizando área útil de 106 metros quadrados. O piso inferior vai compreender sacada com churrasqueira, sala de jantar e de estar, cozinha, área de serviço e lavabo. No piso superior haverá suíte máster, suíte e closet. O preço dos apartamentos com duplex invertido é a partir de R$ 676 mil. O empreendimento está em fase de construção e a conclusão da obra está prevista para dezembro de 2014.








