Quase metade dos microempreendedores individuais trabalha em casa
Uma pesquisa do Sebrae revela que dos 3,5 milhões de microempreendedores individuais, 48,6% trabalham na própria residência. Já entre os artesãos, o porcentual é ainda maior e chega a 77%. Trabalhar em casa tem algumas vantagens, como por exemplo, a flexibilidade de horário e a redução de gastos.
Não é por que trabalha em casa que o microempresário não tem que se formalizar. A regularização traz mais segurança ao dono do pequeno negócio, deixa as regras a serem cumpridas mais claras e amplia mercado por conta da possibilidade de se emitir nota fiscal. Uma dica importante do Sebrae é que o microempresário que trabalha em casa deve separar o ambiente de negócio do familiar. Inclusive, se puder, deve construir uma entrada própria para receber os clientes e os fornecedores, em uma sala independente, com uma estrutura de móveis, computador e material de escritório. Essa medida dará um aspecto mais profissional à empresa e evita constrangimentos como um cliente se deparar com a família almoçando ou alguém deitado no sofá vendo TV.
No caso das finanças, o microempresário jamais deve misturar o caixa da empresa com o da família. Outro cuidado é com a aparência. Não é por trabalhar em casa, que o dono do negócio pode se apresentar com trajes informais, como bermuda ou chinelo.
Por fim, o empreendedor deve manter um número de telefone exclusivo para a empresa. Sugere-se que se instale uma secretária eletrônica para atender às ligações na ausência do empresário, em vez de se recorrer às pessoas de casa para essa tarefa. Isso certamente, dará maior profissionalismo ao negócio.








