Cuidados que os empresários devem tomar para não violar as regras da Copa

copa-fifaEm junho, o Brasil sediará a Copa do Mundo, um dos maiores eventos esportivos, aguardado por bilhões de torcedores ao redor do mundo. Com a aproximação do evento é importante que se tenha informações sobre o uso indevido das marcas ligadas a Copa. Segundo José Oliveira de Resene, especialista em propriedade intelectual e contratos do escritório KBM Advogados, algumas empresas, às vezes intencionalmente, vinculam o logo do evento e imagem do mascote para atrair a atenção do consumidor. No entanto, podem existir casos em que verdadeiramente o empresário atua sem saber que está violando um direito de propriedade intelectual legalmente protegido, mas para ambos os casos a lei é a mesma. “ As empresas licenciadas pagam valores consideráveis pelo uso dos sinais de eventos desse porte. Sabemos ainda que as realizações só são possíveis graças aos patrocinadores. Portanto, a exclusividade e propriedade da marca impedem que terceiros utilizem tais símbolos para identificar seus produtos ou atividades, sem a devida autorização” explica o especialista.

Resene também recomenda alguns cuidados que os empresários devem tomar para não violar as regras da Copa 2014, como:
•    Busque informações e acesse o site da entidade organizadora. Lá será possível encontrar documentos que explicam as formas de uso que são permitidas e das expressões alusivas ao futebol durante o período;
•    Para não gerar problemas, procure saber uma forma de ser um parceiro do evento. Informações de como se tornar um licenciado oficial podem ser encontradas facilmente no próprio site da FIFA;
•    A Fifa tem direito de adotar medidas contra qualquer tipo de uso não autorizado de seus sinais. Portanto, observe atentamente os procedimentos legais. Se for o caso, recorra a um especialista para orientá-lo;
•    Para aproveitar o momento sem ser prejudicado, crie campanhas que não associam os símbolos oficiais. Os empresários que vincularem as marcas e sinais do evento em seus materiais publicitários correm o risco de ser processados judicialmente.

Ainda de acordo com o especialista, em algumas ocasiões a ordem judicial contra os empresários é concedida em caráter liminar, com a proibição total de uso dos símbolos e apreensão dos materiais. “Neste momento é que se compreende que o prejuízo é maior do que o lucro obtido com o uso indevido de marcas como atrativo para os negócios. Somente naquele instante se percebe que não é nada interessante ignorar ou violar as regras”, completa Resene.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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