Negócios na área da economia criativa apresentam bom potencial de crescimento

economia_criativaEmbora ainda se fale pouco no Brasil sobre economia criativa, este segmento vem crescendo anualmente uma média de 6% nos últimos cinco anos, ou seja, um porcentual bem acima do Produto Interno Bruto do País. Para quem não conhece, a Economia Criativa é um termo utilizado para nomear modelos de negócios ou gestão que originam em atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, da criatividade ou do capital intelectual de pessoas visando a geração de trabalho e renda. No Brasil a economia criativa está dividida em 13 áreas: tais como arquitetura, publicidade, design, artes, artesanato, moda, cinema e vídeo, televisão, editoração e publicações, artes cênicas, rádio, música e softwares de lazer.

Eu conversei com o coordenador da Choice Academia de Profissões de Curitiba, o empresário Dudson Seraine, e ele  me disse que as atividades criativas vêm ganhando espaço e tendo cada vez mais a sua importância reconhecida. Por isso, segundo ele, é importante que haja um meio de profissionalização dessas atividades que já movimentam uma parcela considerável do mercado. Só para se ter uma ideia, dados da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro apontam que as empresas da economia criativa já movimentam R$ 381 milhões em todo o Brasil, ou seja, 2,6% do PIB brasileiro.

A Choice é a terceira escola de Curitiba especializada na formação de profissionais que visam a economia criativa. As outras duas são o Centro Europeu e a Universidade Positivo. De acordo com Dudson, 80% dos alunos que estão matriculados em cursos da Economia Criativa já têm graduação e até pós-graduação, mas não gostam da área onde atuam. Os cursos mais procurados hoje são na área de moda, fotografia e design.

A própria  Federação do Comércio de São Paulo, reconhece que o trabalho com a economia criativa é fundamental para o desenvolvimento das cidades e do país como um todo, já que essas atividades possibilitam um crescimento sustentado ao longo do tempo e tem grande potencial para contornar períodos de crise.

No Brasil, as empresas de pequeno porte são as mais criativas, pois têm uma força de trabalho jovem e instruída. Pessoas exercendo ocupações formais relacionadas aos setores criativos agrupam 8,54% do total de empregados formais no Brasil. A renda média desses trabalhadores é 44% superior à média da renda dos trabalhadores formais do Brasil (R$1.588,42). Para cada emprego gerado no núcleo, há quatro empregos em atividades relacionadas ao setor. No entanto, este efeito pode ser ainda maior caso se considere o setor informal que não entra no cômputo dessas estatísticas.

Dado o alto grau de informalidade da economia criativa brasileira, boa parte da produção e circulação doméstica de bens e serviços criativos nacionais não é incorporada aos relatórios estatísticos. Devido à necessidade de informações sobre o setor e seu potencial, foi implementada em janeiro de 2011 a Secretaria da Economia Criativa pelo Ministério da Cultura, com a função de orientar e organizar este setor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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