Quadro econômico gera insegurança e empresários engavetam projetos
Ano de eleições historicamente tem se mostrado como um bom período de crescimento econômico e de aumento dos investimentos. Este ano, entretanto, o que se viu até agora, é muita incerteza, e o Brasil, a exemplo dos demais países emergentes, já não é o destino favorito do dinheiro que circula no mercado financeiro. No ano passado, por exemplo, o investimento estrangeiro direto no Brasil caiu quase 4%, embora o valor fosse bastante significativo, chegando a 63 bilhões de dólares.
Eu tenho conversado com empresários de vários setores e eles têm se mostrado preocupados com o quadro econômico atual. Eu falei com o consultor de investimentos da Mercer Consultoria, Lucas Schmidt, que nesta sexta-feira (14) proferiu uma palestra em Curitiba para os gestores dos principais fundos de pensão do Paraná, e ele me disse que no caso específico dos investimentos externos, o que acontece é que este tipo de investidor é muito cauteloso e não gosta de nada complicado. Ao mesmo tempo que eles veem alguns países assinando grandes acordos, o Brasil faz acordos com Venezuela e Cuba. Além do que a inflação mascarada e o intervencionismo do governo, principalmente na Petrobras, têm causado incertezas para investir no País e até mesmo provocado a fuga de investidores estrangeiros.
Do ponto de vista do mercado interno, o consultor da Mercer chama a atenção para o fato das incertezas em relação ao sucesso da Copa do Mundo e do próprio quadro eleitoral, que têm deixado os investidores mais cautelosos e fazendo com que muitos empresários mantenham na gaveta ou mesmo adiem os novos projetos.
Quanto ao câmbio não se espera grandes novidades. Uma pesquisa da Mercer consultoria aponta que 93% dos empresários brasileiros acreditam que o dólar continuará acima dos R$ 2,40 este ano.








