Entre as 75 maiores empresas de bens de consumo de luxo do mundo, apenas uma é brasileira
A Deloite Consultoria e Auditoria acaba de divulgar um estudo que aponta os resultados financeiros das maiores empresas do mercado de luxo que atuam em todo o mundo. Eu tive acesso a este relatório e pude verificar que entre as 75 maiores empresas globais de bens de consumo de luxo, apenas uma é brasileira. Trata-se da H. Stern, companhia do setor de joias com quase 70 anos de atuação e que ocupa a 44ª posição.
O estudo denominado Global Powers of Luxury Goods aponta ainda que apesar da desaceleração da economia global, as 75 maiores empresas de luxo do mundo faturaram perto de US$ 172 bilhões, ou o equivalente a quase R$ 400 bilhões em vendas até o final do último ano fiscal, que terminou em maio de 2013.
Na avaliação do diretor da Deloitte para a indústria de varejo e bens de consumo, Reynaldo Saad, mesmo o Brasil contando com praticamente todas as marcas importantes do segmento de luxo, a presença das empresas brasileiras neste mercado ainda é muito tímida. Mas este quadro pode mudar, à medida que consumidor de alta renda seja mais informado sobre moda, tendências e marcas, fazendo com que sua aspiração de consumo seja cada vez maior. E isso, por sua vez, vai exigir das empresas uma sofisticação na experiência de compra.
O executivo da Deloitte também prevê que este ano o aumento das vendas de bens de luxo e o crescimento do comércio eletrônico permanecerão fortes no Brasil e na América Latina como um todo.
Além de trazer o ranking com todas as empresas, o relatório também fornece uma perspectiva sobre o segmento, com insights na área de fusões e aquisições (M&A) e apresenta as suas principais tendências, incluindo as operações de varejo e comércio eletrônico. O crescimento das classes mais altas nos mercado emergentes tem sido o maior impulsionador de fusões e aquisições no setor de bens de luxo e premium nos últimos anos. Ásia-Pacífico, América Latina, Oriente Médio e África representaram 19% do mercado de luxo em 2013 e a perspectiva é de aumento, chegando a crescer 25% em 2025, de acordo com a Euromonitor.
Outro ponto que favorece o aumento de fusões e aquisições nesse segmento é a consolidação da indústria. “Hoje, existem grandes conglomerados de luxo que operam em diversos setores e com muitas marcas, tendo como denominador comum sua ampla experiência sobre como deve-se atuar com o consumidor de luxo. Além disso, empresas de investimento também estão contribuindo para esta consolidação e com a internacionalização dessas marcas, principalmente no segmento de moda e vestuário”, finaliza Saad.
No ranking das empresas de luxo que mais faturaram no último exercício fiscal, o primeiro lugar é ocupado pela LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SA, da França, que detém as marcas Louis Vuitton, Fendi, Donna Karan, Loewe, Marc Jacobs e Céline. Em seguida está a Companhia Financeira Richemont, da Suíça, dona das marcas Cartier, Lancel, Van Cleef, Chloe, Baume e Mercier, IWC, Jaeger-LeCoultre e Montblanc.
Confira a lista das 5 maiores empresas de bens de consumo do mercado de luxo:
| Ranking | Empresa | Marcas da
empresa |
País de
origem |
Receita (US$mil) |
||
| 1 | LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton SA | Louis Vuitton,
Fendi, Donna Karan, Loewe, Marc Jacobs e Céline |
França | 36,143 | ||
| 2 | Compagnie Financiere Richemont | Cartier, Lancel, Van Cleef,
Chloe, Baume e Mercier, IWC, Jaeger-LeCoultre e Montblanc |
Suíça | 13,078 | ||
| 3 | Estée Lauder Companies Inc. | Estée Lauder, Aramis,
La Mer, Aveda e Jo Malone |
EUA | 10,182 | ||
| 4 | Luxottica Group SpA | Alain Mikli, Arnette,
Ray-Ban, Persol e Oliver Peoples. Licensed eyewear brands |
Itália | 9,113 | ||
| 5 | Swatch Group Ltd. | Blancpain, Breguet,
Longines, Omega e Rado |
Suíça | 8,319 |


