Indústria do esporte cresce e melhora o desempenho do PIB brasileiro
A indústria do esporte está vivendo uma nova fase no Brasil. E isso pode ser comprovado através de um estudo realizado pela Pluri Consultoria, que mostra que o PIB do esporte brasileiro cresceu a taxas anuais de 7,1% entre 2007 e 2011, ou seja, muito acima da economia como um todo. Em 2012, o esporte respondia por 1,6% do Produto Interno Bruto brasileiro, movimentando R$ 67 bilhões. Estes números serão ainda maiores em 2014, ano da Copa do Mundo da Fifa, e a expectativa é que o esporte responda por quase 2% do PIB até 2016, que será o ano das Olimpíadas.
Os números incluem desde roupas, equipamentos e locais necessários para as práticas, até serviços que dependem do esporte para sobreviver, como treinamento, apostas e transmissões.
Mas o esporte não tem só uma boa representatividade na economia brasileira. Só para se ter uma ideia, na União Europeia, o esporte já é mais importante para a economia do que a própria agricultura. A Alemanha, por exemplo, é campeã no mercado de trabalho. De cada quatro empregados, um trabalha em empresa ligada ao esporte.
O esporte também acaba beneficiando outros setores industriais. A indústria da cerveja do Brasil produziu 3 bilhões e 200 milhões de litros da bebida entre abril e junho para atender os torcedores da Copa do Mundo. Este volume é 12% a mais do que o verificado em igual período do ano passado. Ou seja, é como substituir um mês de inverno por um de verão.
Outro bom exemplo é da Adidas, que está divulgando alguns números bastante expressivos de venda. A empresa, que é líder mundial no segmento de futebol, deve vender durante a Copa, mais de 14 milhões de Brazucas, ou um milhão a mais de bolas comercializadas na Copa da África do Sul. A Adidas, também planeja vender mais de 8 milhões de réplicas das camisas das nove seleções que patrocina. Isso é mais do que vendeu em toda a sua história em Mundiais.
E voltando ao futebol brasileiro, a receita dos clubes de primeira divisão vem quadriplicando desde 2004, segundo a pesquisa da Pluri Consultoria. E com os novos estádios, mais frequência de público e melhor gestão, o esporte tem tudo para contribuir ainda mais com a nossa economia.








