Exportações de carne por Paranaguá crescem 23% no primeiro semestre

De janeiro até junho, foram exportadas quase 63 mil toneladas de carne de boi pelo Porto de Paranaguá.
De janeiro até junho, foram exportadas quase 63 mil toneladas de carne de boi pelo Porto de Paranaguá.

O volume de carne exportada pelo Porto de Paranaguá está maior. No primeiro semestre deste ano, foram 684 mil toneladas exportadas, 23% a mais que o exportado no mesmo período do ano passado. Em relação à carne bovina, este aumento foi ainda maior: 71,5%. No total, as exportações de carne do Porto de Paranaguá geraram uma receita cambial de quase US$ 1,47 bilhão – quase 18% a mais que a receita arrecadada no primeiro semestre de 2013.

De janeiro até junho, foram quase 63 mil toneladas de carne de boi, exportadas principalmente para Hong Kong, Venezuela, Egito, Rússia e Irã. Em 2013, no mesmo período, foram quase 36,7 mil toneladas. As exportações do produto geraram mais de US$ 279 milhões de receita. “As exportações da carne bovina aumentaram bastante, porém, em volumes, o destaque continua para as exportações do frango que, nos primeiros seis meses deste ano, geraram mais de um bilhão de dólares de receita cambial”, afirma o diretor comercial da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Lourenço Fregonese.

No primeiro semestre deste ano, foram quase 557 mil toneladas de frango exportadas – 20,5% a mais que o volume do ano passado. O principal destino dessa carne foram países como Arábia Saudita, Japão, Hong Kong, China e Emirados Árabes.

A carne bovina exportada pelo Porto de Paranaguá, neste primeiro semestre, foi produzida em São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Goiás, Minas, Santa Catarina e Bahia (respectivamente, segundo o volume). Mais da metade do volume de frango exportado pelo terminal paranaense foi produzida principalmente no próprio Estado. O restante veio de estados como Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas, Mato Grosso, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e algum volume do Pernambuco, respectivamente.

Além da carne bovina e de frango, também foram exportadas carne suína (mais de 25 mil toneladas), peru (14 mil toneladas), carne equina (488 toneladas) e de caprinos e outros animais (mais de 23 mil toneladas). Da carne de cavalo, a mais exótica entre as exportadas pelo Porto de Paranaguá, os principais destinos foram a Rússia (477 toneladas) e a Itália (quase 11 toneladas). Quase toda carne equina exportada é produzida no próprio estado. O volume exportado este ano, no primeiro semestre, foi quase 144% maior que o movimentado no mesmo período de 2013.

As carnes (congeladas) são exportadas pelo Porto de Paranaguá em contêineres que chegam até o porto de duas maneiras: ou vêm já prontos para exportação (estufados e lacrados nas unidades produtoras) ou são estufados em armazéns locais. Neste segundo caso, o principal operador da carne congelada é a empresa Martini Meat Armazéns Gerais.

A estrutura da empresa, em Paranaguá, funciona como apoio logístico retroportuário, tanto na parte de armazéns (com capacidade de 27 mil toneladas), com habilitação para os principais mercados mundiais, quanto com pátio de contêineres com tomadas para os refrigerados, para servir de apoio ao exportador. “Somos um serviço de retaguarda. Cuidamos do processo de pré-embarque, com armazenagem, ova e desova de contêineres, recuperação de frios, paletização e outros serviços, antes do produto partir para o efetivo embarque”, explica o diretor comercial, Marcelo Ostrowski.

De acordo com Ostrowski, nessa movimentação de carne, o Porto de Paranaguá vem se destacando entre os demais terminais, o que explica esse aumento na movimentação. “O Porto de Paranaguá está muito bem posicionado no mercado das exportações de carne. Tem uma série de facilidades que o torna bem atrativo e propício para essas movimentações. Além do Estado ser um dos principais produtores de frango e suíno, a gente consegue, dentro da área de influencia do Porto, trazer produtos vindos do centro-oeste, do Interior de São Paulo e de Santa Catarina”, afirma.

Ainda segundo o diretor comercial da Martini Meat, a inauguração e o início das operações no terceiro berço do Terminal de Contêineres também contribuíram. “O terminal conta com uma infraestrutura (de quase duas mil tomadas), preparada para atender linhas de navios para o mundo inteiro. Além disso, temos a presença do Ministério da Agricultura com estrutura e equipe aqui, para fiscalização e controle, que agiliza ainda mais as operações pelo Porto de Paranaguá”, conclui.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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