Mesmo com a economia estagnada, empresários continuam apostando na abertura de novos negócios
Embora a maioria dos indicadores econômicos mostrasse que a economia brasileira caminhou a passos lentos nos primeiros sete meses do ano, os empresários continuam apostando nos negócios. E isso pode ser comprovado pelo número de empresas criadas. A Serasa Experian divulgou hoje um estudo que aponta que entre janeiro e julho foram criadas em todo o Brasil 1 milhão.115 mil e 630 empresas. Este número representa um avanço de 2,9% frente ao total de novas empresas surgidas durante no mesmo período de 2013. Aliás, este é o maior número de empresas criadas para este período desde 2010.
No Paraná, a abertura de empresas é ainda maior. Nos sete primeiros meses do ano foram registradas 67.339 empresas na Junta Comercial, o que significa um aumento de 9%.
O mais interessante é que este crescimento está sendo puxado pelos microempreendedores individuais e pelas empresas individuais de responsabilidade limitada, que no caso do Paraná aumentaram 34% e 26%, respectivamente, até julho. Quando se analisa o número de sociedades anônimas, verificamos que houve uma queda de 18% no ano, em relação a 2013.
Eu conversei a pouco com o gerente do Sebrae no Paraná, o economista Cesar Rissete, e ele me explicou que este crescimento no número de empresas, apesar da economia estar estagnada, se deve a dois fatores. O primeiro é que muitos empreendedores viram na Copa do Mundo uma oportunidade para abrir um negócio. O segundo é que as pessoas e microempresas que trabalhavam na informalidade, resolveram formalizar seus negócios.
Na avaliação do gerente do Sebrae, o movimento de formalização dos negócios deve continuar neste segundo semestre. Estimativas do IBGE apontavam que 11 milhões de empreendedores trabalhavam na informalidade. Hoje, 50% deste total já migrou para o mercado formal. E ainda restam mais 50%. Com isso, aumentou a participação das microempresas no PIB. Até quatro anos atrás, este porcentual era de 20% e hoje está em 27%.
De acordo com a Serasa Experian, a crescente formalização dos negócios no Brasil pode ser responsável pelo aumento constante das MEIs, registrado desde o início da série histórica do indicador. Em quatro anos, passaram de quase metade do total de novos empreendimentos (44,5%, em 2010) para 72,3% no último levantamento.
Em termos de Brasil, o Sudeste segue liderando o ranking de nascimento de empresas, com 569.085 novos negócios abertos entre janeiro e julho de 2014 ou 51% do total. A Região Nordeste ocupou o segundo lugar, com 17,9% (199.305 empresas). A Região Sul segue em terceiro lugar, com 16,4% de participação e 182.563 novas empresas. O Centro-Oeste registrou a abertura de 105.861 empresas e foi responsável por 9,5% de participação, seguido pela Região Norte, com 58.816 novas empresas e 5,3% do total de empreendimentos inaugurados.








