Condições de negócios na indústria melhoram depois de cinco meses de queda

Produção dos fabricantes brasileiros cresceu em agosto.
Produção dos fabricantes brasileiros cresceu em agosto.

Com o término da Copa do Mundo, as condições de negócios no setor industrial brasileiro em agosto melhoraram pela primeira vez desde março. Aumentos nos níveis de produção e na atividade de compras contribuíram para esta melhora, enquanto que o volume de entrada de novos trabalhos permaneceu inalterado. As pressões sobre os preços de insumos e de produtos, por sua vez, permaneceram tênues no contexto dos dados históricos.

O Índice Gerente de Compras – HSBC (PMITM), sazonalmente ajustado – uma consolidação de dados criada para fornecer um resumo das condições operacionais da economia do setor industrial – ganhou força em relação ao valor de 49,1 observado em julho, ao registrar 50,2 em agosto. Mesmo assim, a leitura mais recente foi consistente com uma melhoria fracionária nas condições de negócios. A categoria de bens intermediários foi a de melhor desempenho entre os três subsetores monitorados.

A produção dos fabricantes brasileiros cresceu em agosto, assinalando assim o fim de um período de quatro meses de contração. As evidências atribuíram as expansões da produção ao término da Copa do Mundo e a assinaturas de novos contratos comerciais. O crescimento de produção mais forte foi registrado pelos produtores de bens intermediários.

O volume de novos negócios no setor industrial brasileiro manteve-se inalterado em agosto, após quatro meses consecutivos de queda. Numa análise por subsetor, a única categoria a registrar uma redução foi a de bens de capital, ao mesmo tempo em que um ligeiro crescimento foi indicado nas outras. Por sua vez, os novos pedidos para exportação aumentaram pela terceira vez nos últimos quatro meses em agosto. Porém, o ritmo de crescimento foi, de um modo geral, modesto.

A atividade de compra cresceu pelo segundo mês consecutivo neste último mês, e por uma taxa mais rápida desde março. As quantidades de compras cresceram em cada uma das categorias monitoradas, com a expansão mais acentuada sendo registrada pelos produtores de bens de investimento.

Como resultado, os estoques de pré-produção cresceram uma fração em agosto, pela segunda vez apenas desde maio de 2011. Em comparação, os estoques de produtos acabados caíram marginalmente em agosto. Entre os subsetores pesquisados, a taxa mais forte de redução foi observada na categoria de bens de capital. Os dados de agosto indicaram também um declínio mensal na força de trabalho, após a modesta criação de postos registrada em julho. Porém, a taxa de corte de empregos foi, de um modo geral, fracionária. Numa análise por categoria, apenas os produtores de bens intermediários relataram uma queda no número de funcionários, com aumentos marginais indicados pelos produtores de bens de consumo e de bens de investimento.

Dando continuidade a uma tendência observada em cada um dos últimos sessenta meses, os custos de insumos enfrentados pelos fabricantes brasileiros aumentaram em agosto. Porém, a taxa de inflação de custos foi marginal apenas e ficou bem abaixo da média de longo prazo para as séries. Da mesma forma, os preços cobrados foram aumentados pelo terceiro mês consecutivo em agosto. Vários entrevistados associaram a inflação de preços cobrados aos aumentos dos preços de insumos.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *