Vendas do comércio varejista têm queda em julho, mas no acumulado do ano os números ainda são positivos

O comércio varejista do Paraná volta a amargar perdas, a exemplo do que está acontecendo em todo o País. O IBGE divulgou na manhã desta quinta-freira (11) o resultado das vendas do comércio varejista em julho, apontando para o Paraná uma queda de 0,4%, ante uma redução média do Brasil de 0,9% quando comparada a semelhante mês do ano passado. Quando se compara a venda acumulada nos sete primeiros meses do ano, enquanto o comércio varejista paranaense cresceu 3,3%, na média brasileira, houve uma queda de 3,5%.
O curioso é que o faturamento do comércio varejista do Paraná está bem maior este ano, quando se compara ao volume de vendas. Ou seja, as receitas nominais cresceram 10% entre janeiro e julho, em relação a igual período do ano passado. Só no mês de julho, o comércio do Paraná faturou 6,6% a mais do que em julho de 2013, ou seja, o dobro do volume de vendas. Isso se justifica pelo aumento nos preços dos produtos.
Ainda quando se compara as vendas acumuladas nos sete primeiros meses do ano, vemos alguns números surpreendentes. Por exemplo: a comercialização de veículos e motos caiu 11% este ano, em todo o Estado, de acordo com o IBGE. Já o comércio varejista de combustíveis e lubrificantes vendeu 7% a mais em volume e faturou 13% acima do verificado entre janeiro e julho do ano passado. Isso se justifica que mesmo com a alta dos combustíveis, a venda nos postos continuou crescendo.
Os setores do comércio varejista do Paraná que ainda não começaram a sentir os reflexos da crise são o de artigos de uso pessoal e doméstico com aumento de 8,2% nas vendas em relação a 2013, artigos farmacêuticos, perfumaria e cosméticos com alta de 7,3% e combustíveis e lubrificantes com elevação de 7%.
Já os segmentos do comércio varejista com as maiores quedas são os de equipamentos de informática com redução de 27% das vendas; livros jornais e revista com queda de 18% e móveis e eletrodomésticos com queda de 5% nas vendas.


