Compra de marcas falidas através de leilões está se tornando uma prática comum em Curitiba

Para Helcio Kronberg, as marcas ligadas a consumo despertam interesse maior em leilões.
Para Helcio Kronberg, as marcas ligadas a consumo despertam interesse maior em leilões.

A marca de algumas empresas continua tendo valor, mesmo após a decretação de sua falência. E em Curitiba, a venda de nomes de empresas falidas através de leilões tem sido uma prática comum, sendo utilizada como mais uma forma de obter recursos para pagar os credores. Eu conversei  com o leiloeiro oficial Helcio Kronberg, e ele me explicou que a falência de algumas empresas que detinham grandes marcas aconteceram por má gestão, briga societária ou mesmo pela falta de pagamentos de tributos, e o grande público não teve esta percepção. Portanto, a marca da empresa continua firme na memória do consumidor.

Em alguns casos de falência, há a continuidade do negócio ou o arrendamento da marca. Este é o caso da Malas Ika, cuja falência foi decretada há mais de 20 anos por má gestão, mas a marca continuou sendo explorada. Segundo me disse Kronberg, depois de várias discussões judiciais, a marca voltou para a massa falida e deve ser leiloada ainda este ano. Vários grupos se mostraram interessados pelo nome Ika, que está em avaliação judicial , e que deve ser leiloado por um valor que pode chegar a R$ 1 milhão.

No início deste ano a indústria de chocolates Salvatti comprou através de leilão a marca dos salgadinhos Tip Top, por R$ 1,4 milhão. Já no ano passado, a marca do Açúcar e Café Diana foi comprada em leilão por R$ 100 mil. E ainda este ano irá a leilão a marca da rede de farmácias Drogamed.

Segundo o leiloeiro, as marcas ligadas a consumo acabam gerando um interesse maior dos compradores. Já a maior dificuldade encontrada  neste tipo de leilão, é a definição do valor da marca, que é de responsabilidade do leiloeiro.  Helcio Kronberg me explicou que  é preciso realizar uma vasta pesquisa, contando com a ajuda de especialistas em gestão de marcas e valoração. Após ter um valor definido, é necessário ainda passá-lo para a aprovação do juiz que, por sua vez, marcará a data do leilão.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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