Compra de marcas falidas através de leilões está se tornando uma prática comum em Curitiba

A marca de algumas empresas continua tendo valor, mesmo após a decretação de sua falência. E em Curitiba, a venda de nomes de empresas falidas através de leilões tem sido uma prática comum, sendo utilizada como mais uma forma de obter recursos para pagar os credores. Eu conversei com o leiloeiro oficial Helcio Kronberg, e ele me explicou que a falência de algumas empresas que detinham grandes marcas aconteceram por má gestão, briga societária ou mesmo pela falta de pagamentos de tributos, e o grande público não teve esta percepção. Portanto, a marca da empresa continua firme na memória do consumidor.
Em alguns casos de falência, há a continuidade do negócio ou o arrendamento da marca. Este é o caso da Malas Ika, cuja falência foi decretada há mais de 20 anos por má gestão, mas a marca continuou sendo explorada. Segundo me disse Kronberg, depois de várias discussões judiciais, a marca voltou para a massa falida e deve ser leiloada ainda este ano. Vários grupos se mostraram interessados pelo nome Ika, que está em avaliação judicial , e que deve ser leiloado por um valor que pode chegar a R$ 1 milhão.
No início deste ano a indústria de chocolates Salvatti comprou através de leilão a marca dos salgadinhos Tip Top, por R$ 1,4 milhão. Já no ano passado, a marca do Açúcar e Café Diana foi comprada em leilão por R$ 100 mil. E ainda este ano irá a leilão a marca da rede de farmácias Drogamed.
Segundo o leiloeiro, as marcas ligadas a consumo acabam gerando um interesse maior dos compradores. Já a maior dificuldade encontrada neste tipo de leilão, é a definição do valor da marca, que é de responsabilidade do leiloeiro. Helcio Kronberg me explicou que é preciso realizar uma vasta pesquisa, contando com a ajuda de especialistas em gestão de marcas e valoração. Após ter um valor definido, é necessário ainda passá-lo para a aprovação do juiz que, por sua vez, marcará a data do leilão.








