Independente de quem vencer, medidas econômicas serão adotadas a partir de 27 de outubro
Embora a posse oficial do novo presidente da República esteja marcada para 1º de janeiro de 2015, o novo governo, independente de ser comandado por Dilma ou Aécio, já deverá adotar algumas decisões importantes , a partir de 27 de outubro, ou seja, no dia seguinte ao segundo turno das eleições. O objetivo é provocar uma reação na economia.
Pelo menos este é o pensamento que está circulando desde ontem nos meios econômicos e empresariais. Na avaliação de economistas, a medida mais urgente que deve ser tomada, independente das intenções do próximo presidente, é o reajuste dos combustíveis, que deve ocorrer no início de novembro, em meio à ressaca do resultado das eleições. Também no mês que vem, quando o governo terá de colocar na mesa receitas e despesas, será a hora de discutir o Orçamento de 2015 e sobre o superávit primário deste ano. Nesse ponto, o principal entrave, de acordo com economistas, está no fato de que as receitas estão infladas. Já as despesas têm que ser contidas de qualquer jeito.
Outro um item preocupante para a classe empresarial, é que mesmo com boa vontade e disposição para mudar a política econômica, quem herdar o cenário atual não escapará de aumentar impostos a partir de 2015. Na avaliação de economistas, o aumento dos impostos é a única saída para ajustar as contas públicas. A justificativa é que como as agências de classificação de risco estão de olho no Brasil e, caso não haja mudança de rumo, o país tem tudo para sofrer novos rebaixamentos.
Quanto ao mercado financeiro, já houve uma reação diante dos resultados do primeiro turno das eleições. A Bolsa de Valores de São Paulo, fechou o pregão desta segunda-feira (6) com valorização de 4,72%, a maior em três anos, tendo movimentado mais de R$ 14 bilhões. O dólar, por sua vez, perdeu força e caiu 1,38%. Na manhã desta terça-feira (7) o pregão da Bovespa abriu com alta de quase 2%. Já o dólar está caindo 0,55% sendo cotado a R$ 2,41.
Por sua vez, os exportadores não estão nada contentes com a queda do dólar. Eles esperam mudanças no câmbio, pois o produto brasileiro está perdendo cada vez mais competitividade no exterior.








