A partir de janeiro, MPEs deverão ter preferência em compras públicas de até R$ 80 mil

Gilberto Amaral: "A  Lei 147 cria alguns diferenciais competitivos para as MPEs.
Gilberto Amaral: A Lei 147 cria alguns diferenciais competitivos para as MPEs.

A lei 147 promove alterações da Lei Complementar 123/2006 – Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas (MPEs) – que criou o Simples. Com várias vantagens para os micro e pequenos negócios, essa atualização só foi possível devido a uma grande mobilização de entidades de diversos setores, reunidas nos fóruns permanentes nacional e estaduais das MPEs.

O principal ganho é que o critério de abrangência do Simples passou a ser o faturamento e não mais a atividade exercida, permitindo principalmente às empresas de serviços e profissionais liberais aderirem ao sistema. Para Norbert Adolf Heinze, coordenador do Conselho da Micro, Pequena e Média Indústria da Fiep, esta é uma pequena conquista que precisa ser comemorada. “Foi um trabalho que mostrou a força da mobilização de várias entidades, como a Fiep, a CNI, o Sebrae e tantas outras integrantes dos fóruns permanentes de discussão. As várias questões trabalhistas e tributárias afogam o pequeno empresário. Ele quer realizar seu sonho, mas não tem condições de manter estruturas especializadas. É por isso que precisamos buscar cada vez mais a desoneração e a desburocratização”, avalia.

Para Gilberto Luiz do Amaral, presidente do Conselho Superior e Coordenador de Estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Governança Tributária (IBPT), a lei 147 cria alguns diferenciais competitivos para as MPEs. “Muitas vezes, as micro e pequenas têm de lutar de igual para igual com as grandes. Com a lei 147, temos a universalização do Simples, vantagens em compras públicas e financiamentos e outros pontos positivos. Se não é uma solução definitiva, pelo menos dá mais condições de as MPEs se fortalecerem”, diz.

As empresas das atividades incluídas pela legislação poderão optar pelo Simples a partir de 1° de janeiro de 2015, e serão tributadas com alíquotas previstas no regime.

Vantagens da Lei Complementar 147:

1 – Universalização do Simples: agora o critério de adesão é pelo faturamento, e não mais por categoria/setor de atuação.

2 – Eliminação da Substituição Tributária, que acarreta duplo pagamento de tributos. Em 2016, sairão desse regime os segmentos de Vestuário e Confecções, Móveis, Couro e Calçados, Brinquedos, Decoração, Cama e Mesa, Produtos Óticos, Implementos Agrícolas, Instrumentos Musicais, Artigos Esportivos, Alimentos, Papelaria, Materiais de Construção, Olarias e Bebidas não Alcoólicas.

3 – Postergação para se reenquadrar. Caso a empresa ultrapasse o limite de 20% acima do faturamento-teto de R$ 3,6 milhões em determinado mês do ano, ele só será desenquadrado do regime do Simples a partir do mês de janeiro do ano posterior, e não mais no mês seguinte.

4 – O empresário pode agora dobrar seu faturamento sem sair de sua faixa de tributação, caso esse extra, até igual limite de faturamento, venha de exportações.

5 – Procedimento único para registro e legalização. O portal Empresa Simples permitirá fazer, de uma só vez, todas as requisições para abrir a empresa, e o CNPJ será o identificador cadastral único.

6 – Outras vantagens: dupla visita, que implica que a primeira visita de fiscalização não poderá gerar multa, apenas orientações a serem cumpridas em 30 dias; fechamento da empresa poderá ser feito na hora, pois foi desvinculado o débito fiscal do fechamento; e compras públicas até R$ 80 mil deverão dar preferência às MPEs.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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