Índice de Antecedente de Vendas projeta crescimento superior a 3% para os meses de novembro e dezembro
De acordo com o IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas), estudo realizado mensalmente pelos associados do IDV (Instituto para Desenvolvimento do Varejo) e divulgado 30 dias antes da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), do IBGE, as previsões para os dois últimos meses do ano são de crescimento de 3,7% em novembro e 3,5% em dezembro, em comparação com os mesmos períodos do ano anterior. Já em outubro, o realizado das vendas em termos reais foi de 3,8%, também na comparação com o mesmo período de 2013.
O varejo de bens não-duráveis, que responde em sua maior parte pelas vendas de super e hipermercados, foodservice e perfumaria, apresentou crescimento de 3,0% em outubro. Em relação aos próximos meses, a expectativa é de aumento nas vendas de 2,2% em novembro e 1,0% em dezembro, sempre em relação aos mesmos períodos do ano anterior.
Já o setor de bens semiduráveis, que inclui vestuário, calçados, livrarias e artigos esportivos, ficou acima do IAV em outubro, com o fechamento de 6,5% e estimativa de crescimento para os próximos meses de 6,1% em novembro e 6,6% em dezembro.
Para o segmento de bens duráveis, os associados divulgaram crescimento de 2,5% em outubro, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Para os meses subsequentes, a expectativa de crescimento é de 4,0% em novembro e 4,6% em dezembro.
Os dez meses de 2014 apresentaram indicadores superiores aos de 2013, com média de crescimento do IAV-IDV de 3,6% contra média de 3,4% no ano passado. Entretanto, a desaceleração do IAV-IDV e da PMC nos últimos meses sinaliza um potencial cenário desafiador para os dois últimos meses do ano. “Apesar disso, espera-se que o varejo continue crescendo acima do PIB nacional, alavancado, assim, esse indicador. O cenário macroeconômico também tem se mantido, com algumas barreiras relevantes para o crescimento do varejo, como a alta da inflação, que continua minando o poder de consumo dos brasileiros, a queda relevante na confiança dos consumidores e o rigor na análise e concessão do crédito”, comenta Flávio Rocha, presidente do IDV







