Produção industrial tem queda em setembro

A queda da produção industrial em setembro não era esperada.
A queda da produção industrial em setembro não era esperada.

A produção industrial brasileira caiu 0,2%  em setembro quando comparada a agosto. Segundo  informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (4), o resultado foi pior do que o esperado. Na comparação com setembro de 2013, a produção recuou 2,1%. De acordo com pesquisa da Reuters junto a 28 analistas, a expectativa era de que a produção industrial subisse 0,2% em setembro sobre agosto. As estimativas variaram de queda de 0,5% a alta de 2%. Na comparação anual, a expectativa era de queda de 1,50 por cento na mediana de 26 estimativas, sendo que as projeções variaram de retração de 4,3% a 0,20%.

Na variação negativa (-0,2%) da atividade industrial na passagem de agosto para setembro somente sete dos 24 ramos pesquisados registraram queda na produção, com destaque para a redução (-4,1%) de produtos alimentícios, que eliminou o avanço de 0,8% do mês anterior. Também destacam-se os impactos negativos vindos dos setores de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), de produtos de metal (-2,6%) e de outros equipamentos de transporte (-2,7%). Com exceção da última atividade, que mostrou taxa negativa pelo segundo mês seguido e acumulou perda de 12,6% nesse período, as demais apontaram resultados positivos em agosto último: 1,1% e 2,4%, respectivamente. Por outro lado, entre os 15 ramos que ampliaram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi de veículos automotores, reboques e carrocerias (10,1%), que apontou o terceiro resultado positivo consecutivo, acumulando nesse período expansão de 24,2%. Essa sequência interrompeu quatro meses de taxas negativas seguidas, período em que acumulou -28,0%. Outras contribuições positivas importantes sobre o total da indústria vieram dos setores de produtos farmacêuticos e farmoquímicos (10,1%), de produtos de borracha e material plástico (4,6%), perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (2,3%), metalurgia (2,0%) e produtos diversos (6,3%).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, somente bens intermediários (-1,6%) assinalou redução, após avançar 1,9% em agosto último. Por outro lado, o segmento de bens de consumo duráveis (8,0%) mostrou a expansão mais intensa em setembro de 2014 e eliminou o recuo (-4,1%) registrado no mês anterior. Os setores produtores de bens de capital (1,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (0,8%) reverteram os resultados negativos assinalados em agosto último: -0,1% e -0,8%, respectivamente.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral da indústria variou 0,4% no trimestre encerrado em setembro frente ao nível do mês anterior e interrompeu a trajetória descendente iniciada em março. Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (8,9%) e bens de capital (5,1%) assinalaram as expansões mais acentuadas, com o primeiro revertendo cinco meses seguidos de queda nesse tipo de indicador; e o segundo intensificando o ritmo de crescimento frente ao resultado observado no mês anterior (0,1%), após mostrar índices negativos entre abril e julho. O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (0,2%) também apontou taxa positiva após registrar queda (-0,6%) em agosto. Por outro lado, o setor produtor de bens intermediários, com variação de -0,1%, assinalou o único resultado negativo e manteve o comportamento predominantemente negativo iniciado em maio último.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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