Um bom uniforme levanta a autoestima dos colaboradores e contribui para o aumento dos negócios

Já se foi o tempo em que os colaboradores das empresas não se importavam em vestir uniformes ou roupas de baixa qualidade com a logomarca da companhia onde trabalham. Hoje o uniforme é visto como um cartão de visitas e um diferencial a mais, pois mostra a preocupação da empresa com o bem estar de seus colaboradores.
Eu conversei com a diretora e designer da Maison Rosé Uniformes Corporativos, Andrea Ribas, e ela me disse que o marketing e a programação visual de uma empresa devem estar contemplados no uniforme. Segundo ela, a consultoria de moda empresarial abrange o levantamento de informações junto à empresa, buscando entender a sua identidade corporativa, seus valores, público alvo e imagem que pretende passar ao mercado. Também antes de se dar início à coleção dos uniformes é analisado entre outros itens, o manual da marca, as cores e a logomarca. Todos esses detalhes acabam promovendo a valorização do colaborador, aumentando sua autoestima e motivação em relação à empresa.
Ainda segundo a diretora da Maison Rosé, para os clientes e fornecedores de uma empresa com uniformes diferenciados, essa atitude remete à confiança, profissionalismo, organização, responsabilidade e até mesmo higiene, em alguns casos. Ajuda a divulgar a imagem e a marca da empresa, além de ditar algumas regras, chamadas dress code, ou código de vestimenta.
Para a consultora de empresas e diretora da ValuConcept, Emanuele Caroline de Oliveira, o uso de um bom uniforme acaba refletindo em

outras mudanças dos colaboradores, que passam a ter maior cuidado com o seu visual. Ou seja, um ambiente de trabalho agradável, organizado e uniformizado aumenta a autoestima da empresa e dos colaboradores e contribui diretamente para o crescimento dos negócios. A consultora ressalta que tudo isso tem que ser convergente com o produto e outras ações da empresa porque não adianta ter um visual bonito por fora se a empresa não tiver conteúdo.

A gerente de controladoria do Grupo Hafil, que atua no ramo imobiliário, Gisele Moreira, informa que o novo uniforme causou um impacto tão grande na autoestima das funcionárias que algumas passaram a cuidar melhor das unhas e dos cabelos, outras começaram a se maquiar, e outras passaram a investir em acessórios. A empresa descobriu que tinha colaboradoras muito bonitas, mas que estavam escondidas por trás de uma baixa autoestima.


