Setor de segurança eletrônica tem perda de lucratividade

Na contramão do crescimento registrado ano a ano, o setor de sistemas eletrônicos de segurança amarga perda na lucratividade por conta da concorrência com empresas e produtos piratas e o aumento na folha de pagamento por conta da obrigatoriedade do pagamento adicional de 30% de periculosidade aos motoboys, alerta o Sindicato das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança no Estado do Paraná (SIESE-PR). O custo da folha de pagamento aumentou de 12% a 18% para as empresas deste segmento, variando de acordo com o número de funcionários que utilizam a motocicleta no desempenho de sua atividade.
Segundo o presidente do SIESE-PR, Marcelo Mengatto, o aumento do comércio pirata e instaladores clandestinos têm prejudicado as empresas que ofertam produtos nacionalizados e que fornecem notas fiscais dos produtos e serviços ao consumidor. “Os empresários têm amargado a concorrência desleal neste mercado. E quem perde com isso não é apenas o setor, mas o consumidor, que está instalando produtos de origem e qualidade duvidosa para um fim tão importante, que é a segurança sua e de sua família”, comenta.
Outro fator que tem pesado para as empresas é o pagamento do adicional de 30% de periculosidade aos colaboradores que utilizam a moto como meio para a realização do seu trabalho. Segundo o empresário Adroaldo Francisco Companhoni, da Inviolável, além do aumento de encargos, o setor também passa por mudança de foco em virtude da necessidade constante de aperfeiçoamento. “Antes este mercado era exclusivamente voltado para alarmes monitorados ou não. Agora, as pessoas estão começando a buscar mais coisas além do alarme. Elas querem CFTV, cerca elétrica, concertinas, querem sentir-se seguras, ter a sensação de estar protegidas. E para atender essa demanda, os nossos custos também aumentam em virtude da necessidade de profissionalizarmos os colaboradores”, comenta.


