Brasil volta a exportar carne bovina para Iraque

O Brasil voltará a ter habilitação para exportar carne bovina processada para o Iraque a partir deste mês, a partir da decisão do Ministério da Saúde daquele país de acabar com a proibição que colocou ao produto brasileiro em abril do ano passado, de acordo com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil na terça-feira (3). As vendas de carne bovina processada brasileira para o Iraque foram interrompidas depois que um caso atípico de encefalopatia espongiforme bovina (EEB) foi relatado em Mato Grosso em abril.
Apesar da confirmação em maio de 2014 de um laboratório de renome mundial na Inglaterra de que o caso de EEB no Brasil era provavelmente atípico, países como Peru, Egito, Irã e outros proibiram as importações de carne bovina de todo ou parte do Brasil, um embargo que durou boa parte do ano.
O Iraque tem sido uma parte relativamente pequena do consumo internacional das exportações brasileiras de carne bovina nos últimos anos. Para a carne bovina processada, o Iraque importou 80 toneladas que geraram receita de US$ 174 mil no ano passado. Isso classificou o país como o número 70 entre aqueles que importaram a carne industrializada brasileira em 2014, um grupo liderado pelos Estados Unidos (US$ 226,2 milhões em receita).
O Iraque não importou qualquer carne bovina in natura do Brasil em 2014, ante 306 toneladas e US$ 1,1 milhão de receita em 2013. Na abertura deste ano, as exportações brasileiras de carne bovina registraram uma forte queda em janeiro em relação ao mesmo mês de 2014, com os problemas econômicos na Rússia responsáveis por uma parte importante na redução da demanda. O Brasil gerou US$ 426 milhões em vendas de carne bovina ao exterior em janeiro, uma queda de 23% ante um ano atrás, enquanto as vendas em volume totalizaram 96 mil toneladas, uma queda de 26% ante janeiro de 2014.








