Dia Internacional da Mulher: há razões para comemorar?

Domingo (8) é o Dia Internacional da Mulher. Mas será que as mulheres, principalmente as brasileiras têm razões para comemorar a data? Não podemos negar que houve muitos avanços nas últimas décadas e o mundo dos negócios está conhecendo cada vez mais o chamado toque feminino. O Anuário das Mulheres Empreendedoras e Trabalhadoras em Micro e Pequenas Empresas traz alguns números bem interessantes, como o crescimento de 18% no número de mulheres empreendedoras, representando oito pontos porcentuais a mais do que os homens. E do total das empresas brasileiras, 31% pertencem a mulheres. Porém, quando se analisa o número de mulheres que ocupam cargos de direção, os dados são desanimadores. As mulheres executivas ocupam somente 5% dos altos postos e ganham 30% a menos.
Eu conversei com a sócia e diretora executiva da Proposito, Ruth Bandeira e ela reconhece que as mulheres enfrentam muitas barreiras, mas o pior de tudo é que ainda existe o preconceito entre as próprias mulheres. Por exemplo: num simples programa de trainee, quando há um homem e uma mulher na disputa com o mesmo nível de avaliação, quem será escolhido será o candidato do sexo masculino, mesmo que esta escolha seja feita por uma mulher. E em muitas empresas, há situações de mulheres que não gostam de serem chefiadas por uma representante do sexo feminino.
Outro exemplo interessante dado pela Ruth Bandeira é que o número muito pequeno de mulheres nos conselhos das grandes empresas brasileiras não se deve à discriminação. É que, realmente, não há um número suficiente de mulheres preparadas. Sem suporte, as mulheres acabam parando na metade do caminho, e deixam para os maridos a continuidade da carreira. Há ainda casos de mulheres que não contam para seus maridos que foram promovidas para não causar uma ruptura no casamento.
Segundo a diretora da Proposito, há também, muitos casos de mulheres que gostam de se fazer de vítimas e que fazem de tudo para serem discriminadas. Estes defeitos, segundo Ruth Bandeira, devem ser trabalhados e não transformados em problemas.

Já na avaliação da coach Andrea Deis, a mulher corre risco de forma mais planejada e calculada, pesquisa mais, vai atrás, busca informações, cuida dela, da família, da equipe, do cachorro, dos filhos, do supermercado e é frágil, menos reconhecida, hoje, é tão qualificada quanto o homem que são mais “afoitos”. “A mulher se descobriu empreendedora, quebrou vários paradigmas, conquistou o direito ao voto, o direito a mesma carga horária de trabalho, o direito carteira assinada, direito esse que homens não precisaram conquistar, já nasceram com eles; e até altos cargos públicos elas já conquistaram, contudo, ainda, ocupam um espaço bem menor no mercado. O que falta para o mundo é um olhar atento a estas mulheres, um olhar e ouvidos críticos, pois certamente quem mais está perdendo é o mundo”, alerta.
De acordo com Andrea, o que vem sendo concluído com os estudos sobre elas, é a dificuldade que têm em separar casa-fábrica ou vida pública-privada, não costumam separar emoção da razão, mesmo em se tratando da participação no mercado de trabalho e na população economicamente ativa. Na avaliação da coach, a mulher possui maior sensibilidade e tem um jeito diferente de lidar com os negócios, possui maior capacidade de gerir e gerenciar. A durabilidade do negócio da mulher é maior e ela pode competir de igual para igual com o homem, ou até melhor, em muitos setores.
“A mulher precisa adquirir sua independência emocional e acreditar mais no seu senso de realização. Precisa parar de se culpar e entender que a responsabilidade dela é a mesma que a do outro e que as obrigações devem ser compartilhadas”, afirma Andrea.
Conheça as dicas da coach Andrea para o sucesso na carreira feminina:
Separe seus objetivos e priorize-os de acordo com carga horária e tempo.
Se entregue em cada ambiente ou setor integralmente.
Organize sua vida pessoal, inclusive as estratégias para atender as urgências solicitadas. Ainda encaram que os filhos são da mãe e quando ocorrem urgências é para ela que correm.
Distribua as atividades domésticas, não absorva tudo. Supermercado, dentista, pediatra, vacinas e ainda uma executiva de sucesso. Entenda que temos limites e quando esgotados acabamos limitando nosso potencial e oferecendo muito menos que nossa capacidade.
Organize anseios e prioridades numa escala cronológica, é impossível fazer tudo ao mesmo tempo com boa qualidade.
Não se envolva emocionalmente com situações alheias, separe dever, responsabilidade e comprometimento.
Se posicione com intensidade.
Não se esqueça que você nasceu para ser feliz. Faça o que lhe traga felicidade e prazer!








