Diante da crise, empresas cortam investimentos e instalam clima de guerra no caixa

Para Clécio Chiamulera, a corrupção e a falta de governança do governo federal está afastando os investidores externos.
Para Clécio Chiamulera, a corrupção e a falta de governança do governo federal está afastando os investidores externos.

As empresas de uma forma geral estão muito preocupadas com o quadro econômico atual. Diante dos juros em alta, dólar na casa dos R$ 3 e aumento da inflação, o momento é de contenção em todos os sentidos, até que se possa entender o que vai acontecer daqui para frente. Eu conversei  com o presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Paraná, Clécio Chiamulera, e ele me adiantou que a ordem das empresas diante deste quadro de incertezas é cortar os investimentos e gastos e instalar um clima de guerra no caixa para que se algo de pior acontecer daqui para frente, as surpresas não sejam maiores.

De acordo com o presidente do IBEF/Paraná, o mercado já está trabalhando com uma inflação na casa dos 8% ao ano, dólar a R$ 3,60 e o PIB com crescimento zero ou mesmo negativo. Agora o mais assusta, na opinião do executivo, é que a corrupção e a falta de governança do governo federal têm afastado os investidores externos, e com isso o País não conseguirá crescer. Além do que as linhas de crédito estão cada vez mais escassas e seletivas.

Já os empresários que têm dívida em dólar estão desesperados, segundo  Clécio Chiamulera. Por exemplo, as empresas que fizeram empréstimos em dólar há um ano, quando a moeda norte-americana era cotada a R$ 2,20, estão devendo hoje 40% a mais, sem contar os juros.

O presidente do IBEF/PR destaca que há mais de 20 anos não presenciava uma crise tão aguda quanto essa e sem qualquer perspectiva de curto prazo. Não há uma unidade política, não existe  uma base sólida de apoio ao governo e a presidente está desacreditada pela população. E o pior ainda,  segundo o Clécio, é que a história se repete, já que o governo ao invés de cortar os seus gastos, continua optando pelo aumento de impostos.

Diante do quadro atual, o executivo de finanças recomenda que as empresas devem cuidar o máximo para não ficar sem caixa e gastar apenas o que for destinado à produção. Empréstimo nesta hora nem pensar, somente se for para trocar uma dívida de curto para longo prazo com custos mais baixos. O momento é propício para os investimentos em programas de competitividade e produtividade.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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