Empresários do Sul buscam medidas para superar desafios em 2015

Apesar das dificuldades da economia brasileira em 2015, os empresários da região Sul não se deixam paralisar pelo pessimismo dominante e buscam medidas para superar os desafios. É o que aponta a 5ª sondagem empresarial “A Força do Sul”, realizada pela PwC Brasil em parceria com o Grupo Amanhã e com execução da Rohde & Carvalho. Para 44,3% dos participantes, do ponto de vista da economia como um todo (PIB, inflação, juros), 2015 será pior do que o ano passado, percentual bem acima dos 26,3% que acreditavam que 2014 seria pior do que 2013. Embora o prognóstico seja pouco animador, 60,2% dos empresários acreditam que sua empresa conseguirá aumentar a participação no mercado (confiança apenas 6,1% abaixo da verificada na pesquisa do ano anterior).

Outro fator que reforça o comportamento resiliente é que 75% dos empresários pretendem manter neste ano o quadro atual de funcionários ou aumentá-lo. Para isso, como direcionamento estratégico a ser adotado para enfrentar os desafios, está a ampliação de novos mercados e produtos, com 52,3%, acima dos 46,3% da pesquisa anterior. “Mesmo com toda a dificuldade que enfrenta e ainda encontrará este ano, os empresários da região Sul acreditam que a situação possa ser revertida”, afirma o sócio da PwC Brasil, Carlos Peres. “A intenção de manter ou aumentar o número de funcionários é um claro indício de que desejam estar preparados para ter estrutura e poder suprir a demanda quando o cenário voltar a ser positivo”, completa Peres, apostando que o perfil empreendedor do empresário não será sufocado pelo quadro de adversidades.
Num possível reflexo da desvalorização do real diante do dólar, 83% não pretendem investir fora do Brasil, 12,5% afirmam que investirão até R$ 25 milhões e 3,4% mencionam um valor situado entre R$ 25 milhões e R$ 100 milhões. Apenas 1,1% afirma que investirá mais de R$ 300 milhões no exterior este ano.

No levantamento, realizado entre novembro e dezembro de 2014, foram consultadas 88 empresas dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, listadas como as 500 Maiores do Sul do país, segundo o ranking da Revista Amanhã realizado há 24 anos em parceria com a PwC.

Nesta edição da pesquisa, 69,3% dos respondentes apontam a legislação e a carga tributária como fatores que mais impactam os negócios. Em relação ao governo federal, os empresários destacam como prioridade na área econômica a redução da carga tributária e o controle da inflação (ambas com 22,7%). Na pesquisa anterior, os tributos estavam abaixo da inflação como prioridade, 20% e 26,3%, respectivamente. Na opinião dos participantes, na área tributária, o governo federal deve buscar formas de diminuir a complexidade envolvida na apuração e pagamento de tributos e redução da carga de todas as empresas.

Mesmo indicando um cenário pessimista no plano macroeconômico, 60,3% dos empresários do Sul acreditam que a indústria brasileira, se atendida com políticas favoráveis, pode recuperar seu nível de competitividade até 2016. Para 61,4%, o governo deveria criar “políticas horizontais, de apoio a toda a indústria, com benefícios tributários e crédito aplicado indistintamente, sem eleger alguns setores em detrimento de outros”. Outros 36,4% afirmaram que se deve propor uma “política industrial voltada para o apoio a alguns setores mais relevantes, para a geração de emprego e renda ou com capacidade para induzir o crescimento de grandes cadeias produtivas”. Convidados a indicar quais setores teriam melhores condições de impulsionar a economia se corretamente estimulados, 59,4%, 53,1% e 35,5% dos respondentes elegeram tecnologia, agroindústria de alimentos e indústria automotiva, respectivamente.

Os executivos das empresas responderam a uma pesquisa online, elaborada pelo método quantitativo. Participaram da pesquisa “A Força do Sul” empresas de mais de 20 diferentes setores, com destaque para indústria (27,3%), construção civil (17%) e agronegócio (15,9%). Do total de respondentes, 55,7% projetam para sua empresa um faturamento acima de R$ 300 milhões em 2015, e 47,8% das companhias possuem mais de mil funcionários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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