Agências de fomento podem ajudar microempresas nos projetos de inovação

André Salerno: "As agências de fomento  têm exercido um papel importante na transformação das micro e pequenas empresas".
André Salerno: “As agências de fomento têm exercido um papel importante na transformação das micro e pequenas empresas”.

A representatividade das micro e pequenas empresas no mercado brasileiro tem crescido, segundo pesquisa elaborada pela FGV e encomendada pelo Sebrae (Julho/2014). Cerca de 95% das empresas hoje no país se enquadram dentro dessa classificação, e esse grupo é responsável por mais da metade dos empregos formais no país. Os números que se aproximam de 9 milhões de empresas vêm crescendo na participação no PIB do país. Segundo o IBGE, em 1985 essa participação não passava de 21% do PIB. Hoje, esse percentual é de 27%.

Diante de um cenário cada vez mais competitivo, a inovação tem entrado com mais frequência na agenda dessas empresas menores. “Muitos empreendedores ainda pensam que essa postura de inovação está associada a empresas maiores, pois somente com investimentos volumosos é que se pode inovar”, afirma André Salerno, consultor estratégico e financeiro.

Essa postura tem sido modificada aos poucos, e isso se deve em parte ao melhor preparo dos empreendedores, que veem uma oportunidade para se manterem mais competitivos em seus negócios, ampliando receitas e entrando em novos mercados (inclusive internacionais). Ainda segundo Salerno, as agências de fomento também têm exercido um papel importante nessa transformação.

“Por exemplo, o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento) oferece alguns programas de financiamento de empresas que possuam projetos voltados à inovação. Um desses programas se chama MPME Inovadora e é possível obter financiamentos de até R$ 20 milhões com prazo de até 10 anos. Já o Cartão BNDES financia projetos de até R$ 1 milhão com prazos que vão de 3 a 48 meses a juros bem mais baixos (0,99% a.m.) do que seriam obtidos em linhas de financiamento nos bancos tradicionais no mercado”, conta o consultor.

Outra importante agência de fomento é a FINEP, que através de seus programas chamados Inova oferece financiamentos que vão de R$ 100 mil a R$ 10 milhões por ano.

Não basta somente vontade para que o empreendedor esteja preparado e apto a solicitar esses recursos. “O empreendedor deve ter uma visão bastante clara onde esse recurso será utilizado e deve haver um forte alinhamento com a estratégia da empresa. Inovar por inovar não levará a empresa a uma condição de vantagem competitiva”, alerta Salerno. Além das características pessoais do empreendedor como criatividade, apetite para assumir riscos e bom preparo na elaboração de um projeto de viabilidade econômica, existem outras importantes condições que devem ser atendidas.

A empresa deve ter histórico de projetos de inovação já implementados, deve estar em dia com tributos federais e municipais, entre outros requisitos solicitados. A necessidade varia de acordo com cada agência de fomento, mas uma coisa é fato: INOVAR exige não só o sonho ou a intuição, mas um bom preparo e planejamento do empreendedor.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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