Conferência do Luxo em Curitiba mostra as principais tendências do segmento, que também passa por retração

Segmento de luxo no Brasil fatura cerca de R$ 22 bilhões por ano.
Mercado de luxo no Brasil fatura  R$ 22 bilhões por ano.

O mercado de luxo também é afetado pela crise que atinge o País, a exemplo do que ocorre nos demais segmentos econômicos. O mercado está retraído e embora os investimentos e aquisições continuem, eles estão ocorrendo de forma mais comedida. Para analisar as oportunidades de negócios para a indústria, varejo e serviços, está sendo realizada durante todo o dia desta quinta-feira (9), no Teatro Fernanda Montenegro, em Curitiba, a primeira edição da Conferência do Luxo. O evento reúne profissionais  de diversos segmentos do mercado do luxo, promovendo debates sobre temas da área, como a situação do setor no Brasil, a criação de networking com os profissionais do luxo e a melhor forma de ter excelência no atendimento.

Eu conversei com a empresária paranaense Angelita Siqueira, que inclusive está mediando o evento, e ela me contou que os consumidores do mercado de luxo têm apresentado mudanças de comportamento. Até bem pouco tempo atrás, este tipo de consumidor não media seus gastos e comprava muito por impulso. Hoje, ele leva em conta a sustentabilidade. Ou seja, o ter já não é tão importante, mas sim a experiência e benefícios que um bem ou produto vai lhe proporcionar. Aliás, este aspecto é muito analisado no momento de comprar um carro de luxo ou mesmo um iate.

Segundo me disse Angelita, embora muitos tenham preconceito com o mercado de luxo, ele movimenta a economia e gera muitos empregos. No Brasil, o segmento de luxo fatura cerca de R$ 22 bilhões por ano e gera um número considerável de empregos. De acordo com a empresária, o shopping Pátio Batel deu um novo impulso ao mercado de luxo do Sul do Brasil, facilitando a vida do consumidor que não precisa mais ir ao exterior para comprar artigos de grifes famosas e ainda tem a facilidade do parcelamento.

E vale lembrar que o mercado de luxo brasileiro é dividido em três fases. A primeira foi quando D. Pedro chegou ao Brasil, trazendo a cultura do luxo. A segunda foi na década de 90 quando o presidente Collor abriu as nossas portas para os produtos importados. E a terceira fase é esta que estamos vivendo agora com a chegada das grandes marcas internacionais

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *