Empresas familiares representam 60% dos empregos formais no Brasil

As empresas familiares são o motor da economia no Brasil. Hoje, elas representam 90% do mercado. São elas que movimentam todo o setor de produtos e serviços em uma imensa gama de atividades e representam 60% dos empregos formais do país. Diante dessa representatividade para a economia, as empresas familiares precisam estar preparadas para se manter no mercado. “Não só para aumentar seus lucros, mas também, para perenizar sua atuação, garantir crescimento sustentável e a geração de novos negócios”, comenta a advogada Monique de Souza Pereira, especialista em planejamento jurídico-sucessório. Uma pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que 67% dos empresários acreditam que conseguiram superar crises econômicas por trabalharem em família, mas o risco em não ter um modelo de sucessão organizado, é grande.

Não importa o tamanho, para não integrar os números de mortalidade, que também são expressivos no Brasil, os executivos precisam planejar o futuro. “Pesquisas mostram que, de cada 100 empresas familiares abertas e bem sucedidas, 30 chegam à segunda geração e 15 à terceira. Uma transição mal feita pode levar o empreendimento a uma administração equivocada ou à ruina”, explica a advogada Monique de Souza Pereira, especialista em planejamento jurídico-sucessório.

Superar as dificuldades econômicas, a concorrência acirrada e a falta de investimentos, não é o único desafio das empresas. Para se manter no mercado com crescimento, desenvolvimento e perenidade, é preciso pensar no futuro e fazer um planejamento adequado, não só das atividades de gestão e governança, mas, também, da sucessão na direção dos negócios.

A falta de um planejamento adequado, em relação ao patrimônio pessoal dos sócios e ao patrimônio das empresas, é um exemplo de atitude que pode ser devastadora para o negócio, principalmente quando ocorrem mortes prematuras, divórcios e incapacidades, de forma inesperada. “São muitos problemas que podem afetar a ‘vida’ da empresa, como a separação judicial de um sócio, o falecimento, o desequilíbrio entre crescimento familiar e a rentabilidade do negócio, além dos envolvimentos em litígios familiares”, comenta a especialista.

As empresas e grupos empresarias que buscam a expansão e proteção de seus negócios podem adotar estratégias para a simplificação da estrutura societária, planejamento de sucessão e do patrimônio. “Hoje, temos várias alternativas, jurídicas e de gestão para auxiliar as empresas a se organizarem adequadamente, inclusive, muitas delas auxiliam na diminuição da carga tributária, na atração de fundos de investimentos e na geração de parcerias que podem contribuir, muito, para alavancar os negócios”, completa.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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