Setor bancário aposta em tecnologia e inovação para competir com novos players

AlvaroTaiar,sócio da PwC Brasil e líder da área de Financial Services.
AlvaroTaiar,sócio da PwC Brasil e líder da área de Financial Services.

O planejamento das companhias no setor bancário,ao longo dos próximos anos, deve considerar o ingresso de novos competidores e atividades específicas da cadeia – reduzindo os custos a partir de tecnologias e processos inovadores. É o que indicam os CEOs do setor financeiro consultados pela PwC para a 18ª Pesquisa Anual de CEOs (CEO Survey), levantamento realizado com mais de 1300 CEOs globais. Tanto os processos quanto a forma de atuação dos bancos têm passado por mudanças decorrentes do surgimento de novos players no mercado. Estes novos competidores, ao oferecer novos produtos e alternativas ao cliente, rompem com as práticas mais tradicionais e abrem novas perspectivas de negócio: “com mais qualidade, agilidade e menor custo, serviços como crowdfunding, os novos meios de pagamento e até mesmo microcrédito, por exemplo, têm configurado uma nova realidade nas atividades bancárias, já que o usuário passa a ter mais opções”, afirma o sócio da PwC Brasil e líder da área de Financial Services, AlvaroTaiar.

O crescimento em um ambiente desafiador também segue como uma das principais prioridades na visão dos CEOs ouvidos pela firma, que também entendem como prioritários o aumento na produtividade e na capacidade de atuação na gestão regulatória e de riscos. “O crescimento de uma empresa e aumento da produtividade estão diretamente relacionados, ainda assim, para melhorar a produtividade, é preciso observar aspectos importantes sobre regulamentação (citado por 87%) e inovação (60%), que podem se tornar uma barreira, caso negligenciados”, explica Taiar.

Como estratégia para fortalecer a inovação, ter acesso a novas tecnologias e novos clientes, mais de 40% dos CEOs na área de Banking & Capital Markets afirmam perceber joint ventures, parcerias estratégicas e colaborações informais como oportunidades importantes ao crescimento do negócio.

No segmento de seguros, foram identificadas três grandes oportunidades para alavancar o crescimento: compreender o potencial da tecnologia digital, identificar as oportunidades complementares (joint ventures) e entrar em novos setores.

Como forma de atrair novos clientes, mais de 50% dos CEOs planejam realizar uma nova joint venture ou parceria estratégica nos próximos 12 meses. Neste sentido, a inovação é vista pelos CEOs da área como o principal “driver” para o crescimento do setor.

No segmento de asset management, 28% dos CEOs consultados afirmam ter ingressado em novas indústrias nos últimos três anos, enquanto 18% disseram que planejam investir em novas áreas nos próximos anos.A maioria foco uma prestação de serviços financeiros e em investimentos em real estate (adquirindo carteiras de crédito imobiliário e realizando empréstimos para empresas).

Entre os CEOs, 78%consideram as tecnologias digitais como “estrategicamente importantes” em áreas como cyber security e relacionamento com o cliente. “Até 2020, tecnologia vai se tornar crítica para o relacionamento com clientes, assim como análise de dados desses clientes, eficiência operacional e regulamentação. Ao mesmo tempo, cyber risk se tornará um dos principais temas da indústria”, comenta João Santos, sócio da PwC Brasil e líder da indústria de gestão de ativos.

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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