Apesar da crise, número de novas empresas cresce 2,3% no primeiro trimestre

abertura de empresas2O Indicador Serasa Experian de Nascimento de Empresas registrou a criação de 184.905 novos empreendimentos no Brasil em março deste ano, alta de 28,0% em relação ao mês de fevereiro, quando 144.501 novas empresas foram criadas. O número representa alta de 22,3% comparado ao montante de novos empreendimentos surgidos em março de 2014 (151.153). Entre janeiro e março de 2015 foram criados 480.364 novos empreendimentos em território nacional. Este número representa alta de 2,3% em relação ao total de novas empresas instituídas durante o mesmo período de 2014 (469.524). Vale lembrar que no primeiro trimestre do ano passado, o número de novas empresas criadas havia sido 9,5% superior ao primeiro trimestre de 2013.

De acordo com os economistas da Serasa Experian, a desaceleração da criação de novas empresas no primeiro trimestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado (alta de apenas 2,3% contra crescimento de 9,5%), reflete o cenário econômico mais adverso neste primeiro trimestre de 2015, comparativamente ao de 2014, caracterizado por redução da confiança empresarial, pela alta da inflação, dos juros e da taxa cambial, além do baixo dinamismo da atividade econômica. Por outro lado, o maior surgimento de novos empreendimentos em março/15, tanto na comparação com fev/15 quanto mar/14 foi devido ao efeito-calendário do feriado do carnaval que, neste ano caiu em fevereiro (o ano passado caiu em março).

O segmento dos Microempreendedores Individuais (MEIs) puxou a alta do número de novas empresas surgidas em março: 134.803 novos negócios no terceiro mês deste ano contra 108.446 em fevereiro, uma alta de 24,3%. As Sociedades Limitadas registraram criação de 20.602 unidades, representando aumento de 42,0% em relação ao mês anterior, quando 14.507 empresas surgiram. A criação de Empresas Individuais aumentou 34,7%, com um total de 18.761 novos negócios em março; em fevereiro, o número foi de 13.924. O nascimento de novas empresas de outras naturezas jurídicas cresceu 17,9%, com 10.739 nascimentos em março, contra 7.624 do mês anterior.

A crescente formalização dos negócios no Brasil é responsável pelo aumento constante das MEIs, registrado desde o início da série histórica do indicador. Em seis anos, passaram de menos da metade dos novos empreendimentos (41,0%, em 2010) para 75,5% no último levantamento.

O Sudeste segue liderando o ranking de nascimento de empresas, com 242.432 novos negócios abertos entre janeiro e março de 2015 ou 50,5% do total.  A Região Nordeste ocupou o segundo lugar, com 18,2% (87.587 empresas). A Região Sul segue em terceiro lugar, com 16,5% de participação e 79.038 novas empresas. O Centro-Oeste registrou a abertura de 45.963 empresas e foi responsável por 9,6% de participação, seguido pela Região Norte, com 25.345 novas empresas ou 5,3% do total de empreendimentos inaugurados.

A Região Sul foi a que mais registrou maior alta no número de nascimentos (3,7%) comparando-se os meses entre janeiro e março de 2015 com igual intervalo do ano anterior. As regiões Sudeste e Centro Oeste tiveram o mesmo percentual de crescimento: 2,2% em relação ao primeiro trimestre de 2014. Na região Nordeste houve alta de 2,0%. E na região Norte o crescimento foi de 0,3%.

O setor de serviços continua sendo o mais procurado por quem quer empreender: de janeiro a março de 2015, 295.070 novas empresas surgiram neste segmento, o equivalente a 61,4% do total. Em seguida, 144.844 empresas comerciais (30,2% do total) e, no setor industrial, foram abertas 38.954 empresas (8,1% do total) neste mesmo período.

Observam-se nos últimos seis anos, um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de empresas que nascem no país, passando de 53,5% (primeiro trimestre de 2010) para 61,4% (primeiro trimestre de 2015).

Por outro lado, a participação do setor comercial de empresas que surgem no país tem recuado nos últimos anos (de 35,0%, de janeiro a março de 2010, para 30,2% no mesmo período de 2015). Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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