Descentralização imobiliária favorece lançamento de centros comerciais de bairro em Curitiba

O aquecimento do setor de lançamentos imobiliários em Curitiba nos últimos anos impulsionou a verticalização em direção aos bairros da cidade, especialmente em regiões como Ecoville, Campo Comprido, Novo Mundo e Pinherinho. Segundo a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR), elas têm liderado a oferta de apartamentos residenciais novos na capital. Mas, somente agora, com a entrega dos imóveis, é que esses bairros estão sendo realmente ocupados. Para os especialistas no setor, esse cenário indica algumas tendências de projetos imobiliários na cidade, como os Strip Malls.

Os Strip Malls são centros comerciais de bairro, com Área Bruta Locável (ABL) de mil a quatro mil metros quadrados, compostos por uma faixa (strip) de lojas e um amplo estacionamento conjunto para todos os lojistas em frente. As lojas oferecem os produtos mais usados no dia a dia dos moradores da região, como panificadora, farmácia, salão de beleza, floricultura e agências bancárias. Os centros comerciais de bairro também podem oferecer serviços, sendo ocupados por profissionais liberais como médicos, psicólogos e dentistas.

“Esse tipo de edificação pode ser uma opção interessante de investimento no mercado imobiliário. Entretanto, para que tenha êxito, é importante que ele seja construído num ponto estratégico do bairro, preferencialmente em esquinas, e tenha a maior diversidade de produtos e serviços possível, com uma ampla área de estacionamento. Além disso, os imóveis para aluguel dentro do empreendimento devem ter valor alinhado com a capacidade financeira dos moradores da região”, avalia a gerente da Senzala Imóveis, Augusta Coutinho Loch.

O consultor da BRAIN Bureau de Inteligência Corporativa, Marcos Kahtalian, concorda que o Strip Mall se apresenta como uma oportunidade de negócio no mercado imobiliário, não apenas na capital paranaense, mas também nos municípios do interior do Paraná que ainda passam por um intenso processo de verticalização, com descentralização da oferta de imóveis residenciais para os bairros, como as cidades de Londrina e Maringá, no Norte do Estado.

“As operações intermediárias entre o shopping center e uma loja, como os centros comerciais de bairro, ainda são oportunas porque atendem uma determinada região que é mal assistida em termos de varejo, geralmente com uma âncora que pode ser um supermercado ou rede de fast food. A opção é atrativa em função dos baixos custos de construção e instalação e por haver uma carência em termos de assistência a essa demanda”, argumenta Kahtalian.

Augusta aponta outras vantagens competitivas do negócio para quem deseja empreender, como menor concorrência, já que não há espaço para duas ou mais lojas com a mesma oferta de produtos e serviços, e a fidelização dos clientes, visto que as operações comerciais ali instaladas atendem um público específico e com mercadorias que fazem parte do seu dia a dia. Ela cita ainda os benefícios do empreendimento para os moradores da região.

“O negócio permite encontrar os produtos e serviços mais utilizados no dia a dia perto de casa, sem necessidade de percorrer grandes distâncias ou de enfrentar fila para estacionar. Além disso, oferece a possibilidade de morar e trabalhar na mesma região, já que sua instalação abre novos empregos no local, e torna o bairro mais seguro, pois, estimula o aumento de pessoas circulando nas ruas em diferentes períodos do dia”, relaciona a gerente da Senzala Imóveis.

É possível encontrar alguns exemplos de Strip Mall em Curitiba, como o pioneiro Park Ecoville, próximo ao Park Shopping Barigui, construído em 2004. A Região Sul de Curitiba, recentemente adensada, também deve receber esse modelo de centro comercial de bairro. O modelo de negócio é bastante difundido nos Estados Unidos e corresponde a cerca de 40% dos shoppings de bairro. Além disso, é tendência no Reino Unido, onde inclusive incorporam bibliotecas e centros comunitários.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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