Grandes redes varejistas reagem de forma diferente a redução dos gastos pelos consumidores

As grandes redes do comércio varejista de roupas e calçados passam por momentos diferentes neste momento em que os consumidores estão cortando os seus gastos e diminuindo cada vez mais as compras por impulso. E isso pode ser verificado quando se analisa o balanço destas redes referente ao primeiro trimestre do ano. Neste período, a Marisa registrou queda de 4,8% nas vendas e acusou um prejuízo de mais de R$ 5 milhões. A Companhia Hering viu seu lucro cair quase 36% no primeiro trimestre e prevê que as dificuldades devem continuar durante todo o ano. O Grupo Guararapes, que controla as Lojas Riachuelo, informa que as vendas com mercadorias aumentaram 5,8% no trimestre, mas a margem operacional caiu. Já a Renner registrou um lucro de R$ 73 milhões no primeiro trimestre, representando um aumento de 43% em relação a igual período do ano passado.
Estes números também acabam se refletindo nas cotações dos preços das ações na Bolsa de Valores. Enquanto as ações da Renner têm valorizado em média 10% a cada 30 dias, os papéis da Companhia Hering perderam um terço de seu valor este ano. Já as ações das Lojas Marisa e Riachuelo desvalorizaram 12% de janeiro até maio.
Os analistas financeiros afirmam em seus relatórios que várias razões justificam as diferenças dos resultados dessas empresas, e vão desde a origem dos negócios até a maior agressividade da comunicação.
No caso específico da Renner, os especialistas atribuem o fato de a rede ter 93% das suas lojas localizadas em shoppings, onde esses empreendimentos têm crescido a uma velocidade de pelo menos três vezes superior à média do varejo. Além do que o perfil de público da Renner também é mais variado e ajuda a resistir às crises. Por sua vez, as redes Marisa e Riachuelo são mais afetadas pela fuga da classe C. Na Hering o impacto é maior nas lojas multimarcas, onde boa parte da oferta é de itens básicos, que atendem a classe de menor renda.








