O que os empresários podem fazer para que o seu negócio não seja atingido por algum tipo de fraude?

FraudeExistem algumas medidas que podem evitar que a empresa entre nas estatísticas de fraudes e não seja atingida por desvios financeiros. Mas, infelizmente, a fraude é um tema muito comum entre as nossas empresas. Hoje, por exemplo, das mais de mil empresas ouvidas por uma das maiores auditorias do País, 70% já sofreram fraude nos últimos dois anos. Além disso, 50% das empresas acreditam que a fraude no Brasil poderá aumentar ainda mais nos próximos anos.

A primeira medida a ser tomada pelo empresário que não quer ver o seu negócio atingido por uma fraude é conhecer o funcionário antes de contratar. É claro que não dá para saber de todo o seu histórico pessoal, mas é preciso pesquisar os empregos anteriores, ver referências, motivos de demissões e até, se for o caso, antecedentes criminais. Muitos funcionários demitidos por fraude em uma empresa, por falta de investigação, quando empregados novamente, fazem a mesma coisa.

A segunda forma é ter e seguir um código de ética. Muitas empresas até possuem um código de ética, mas nem sempre cumprem suas próprias regras. É preciso que todos os membros da companhia conheçam o código e se enquadrem nele. A empresa precisa ser transparente e levar as regras internas a sério, para não abrir espaço para possíveis deslizes de honestidade.

Outro item importante é analisar os documentos com atenção. Não adianta só dar uma olhada rápida. Cada documento deve ser lido para não facilitar falsificações. Já informatizar os setores que controlam dados mais burocráticos, como pagamentos, endereços, notas fiscais e informações de funcionários podem ajudar na tarefa de controlar a movimentação de recursos dentro da empresa.

Por último, o empresário deve sempre ter “um pé atrás”. Não importa se o funcionário está na empresa há anos e aparenta ser honesto. Não deixe de fiscalizar o seu serviço. Estatísticas apontam que as fraudes iniciam depois de dois a três anos em que o funcionário está na empresa. Ele começa a cometer delitos, quando os chefes passam a confiar e deixam de fiscalizar o seu trabalho.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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