Como resolver impasses nos conselhos de administração
Cada profissional possui a sua cultura, os seus estudos e as suas convicções. Portanto, é normal que isso reflita nas empresas. É saudável para a corporação, pois preserva o espírito de democracia e ajuda na busca de soluções que nem sempre são óbvias. Mas opiniões adversas dentro de um conselho também podem gerar impasses e atrasar decisões importantes. A grande pergunta é: como preparar o conselho para evitar estas situações?
Para Eduardo Valério, diretor-presidente da JValério, empresa associada à Fundação Dom Cabral, o conselho de administração é o principal órgão da governança de uma empresa e o processo de decisão dentro do conselho de administração deve estar embasado de todas as informações, pareceres e demais componentes que auxiliem no processo. “Quando há impasses no processo decisório, o que se recomenda é voltar para as evidências e retrabalhar todo o processo visando o consenso. Certamente há a necessidade para que a decisão seja célere mas, sobretudo, com qualidade” explica Eduardo Valério.
O diretor-presidente da JValério entende que não deve haver espaço para disputas pessoais de pontos de vistas antagônicos e sim prevalecer a visão sistêmica e o benefício para a empresa ou acionistas em se tomando determinada decisão.
E se um conselheiro estiver de má fé ou se a preparação não tiver o resultado esperado e seja necessário substituir, Eduardo Valério faz questão de separar algumas situações. “Devemos fazer uma importante distinção. Há conselhos de administração cujos participantes também exercem função executivas na própria empresa, o que em absoluto se recomenda . O que é altamente recomendável é que o conselheiro não faça parte da gestão da empresa e que seja externo e independente” explica Eduardo Valério.
Para finalizar, ele aponta que quando um conselheiro demostra ser incapaz de estar no cargo, a providência além de substituí-lo é avaliar todo o processo de definição do perfil e, consequentemente, da contratação.








