Publicidade em rádio deve crescer até 2019 alavancada por eventos esportivos
O cenário econômico nacional não enfrenta seu melhor momento e isso já vem refletindo no mercado de publicidade de veículos de comunicação em geral. De acordo com o recente relatório Global Entertainment and Media Outlook 2015-2019, divulgado pela PwC, a publicidade em rádio no Brasil não está crescendo como nos outros países da América Latina e, ao contrário, vem perdendo posições. Apesar de contar com cerca de 60% dos brasileiros como ouvintes (pelo menos uma vez na semana) e figurar como o segundo meio de comunicação mais utilizado do país – atrás apenas da TV aberta, com 65% de espectadores –, as rádios no Brasil vêm perdendo espaço e, desde 2013, ocupam a 14ª posição no ranking mundial de receitas de rádio, atrás do México, que cresceu duas vezes mais rápido.
Contudo, mesmo diante da crise de 2008, a queda registrada no segmento não foi tão significativa e a receita total de rádio do Brasil cresceu sem interrupção entre 2008 e 2014. Há possibilidade de retomada do crescimento alavancada pelos eventos esportivos realizados no Brasil. Foi assim com a Copa de 2014, quando as rádios locais foram utilizadas como recurso para complementar as campanhas nacionais das grandes marcas brasileiras e internacionais. Nas Olimpíadas de 2016, se terá um impulso semelhante, mas de forma mais centralizada.
O mercado vai crescer a uma CAGR mais modesta de 3,7% entre 2014 e 2019, resultando em receita total de rádio de US$ 650 milhões em 2019, 19,7% maior do que em 2014, e gerando novas expectativas os próximos anos.








