Setor gráfico lança em Curitiba campanha de valorização da comunicação impressa

Fabio Arruda Mortara, gerente da Two Sides
Fabio Arruda Mortara, gerente da Two Sides.

A produção de papel causa desmatamento florestal? O papel vai acabar? A comunicação impressa perderá cada vez mais espaço para as mídias digitais? Estas e outras questões vêm sendo respondidas em vários países do mundo por meio da Two Sides, campanha de valorização da comunicação impressa, que foi criada em 2012 na Inglaterra e que será apresentada em Curitiba na próxima segunda-feira (22), dentro do 14º InformAÇÃO – Fórum Paranaense de Tendências para a Indústria Gráfica. O evento é promovido pelo Sigep/Abigraf-PR (Sindicato das Indústrias Gráficas do Estado do Paraná e Associação Brasileira da Indústria Gráfica – Regional Paraná). A apresentação da campanha, a partir das 19 horas, na Sede do Sigep/Abigraf-PR, será feita por Fabio Arruda Mortara, gerente da Two Sides no Brasil e 2º vice-presidente da Abigraf Nacional (Associação Brasileira da Indústria Gráfica), que trouxe a Two Sides para o país em abril de 2014.

A Two Sides (www.twosides.org.br)  é hoje a principal campanha mundial de difusão da sustentabilidade na comunicação impressa, e já está presente em países como Alemanha, França e Itália, além de Estados Unidos, Austrália e África do Sul. “A adesão a esse movimento nos insere na mais bem-sucedida iniciativa mundial de difusão da sustentabilidade na comunicação impressa. Trabalhamos com determinação para mostrar que somos uma atividade essencial à vida das pessoas e ao bom funcionamento da sociedade. Sem falar na importância da nossa cadeia produtiva na geração de empregos, tributos, tecnologias e outros valores agregados”, afirma Fabio Arruda Mortara. Um dos objetivos da campanha é acabar com mitos difundidos erroneamente ao longo de décadas de que a produção de papel causa desmatamento.

Segundo dados da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel), as árvores utilizadas para a produção de celulose e papel são oriundas de reflorestamento certificados, ou seja, com manejo adequado e que garante a proteção ambiental. O setor florestal brasileiro é um dos mais desenvolvidos e competitivos do mundo. O país detém uma parcela significativa dos plantios globais: 7,0 milhões de hectares, de acordo com a Associação Brasileira de Produtores de Florestas Plantadas (ABRAF). Cerca de um terço dessa área – 2,2 milhões de hectares – corresponde às florestas para celulose e papel. As florestas plantadas também contribuem para absorção de CO2 (dióxido de carbono), o principal gás do efeito estufa na atmosfera.

Segundo Sebastião Renato Valverde, engenheiro florestal há mais de duas décadas, mestre e doutor em Ciências Florestais pela Universidade Federal de Viçosa (MG), as próprias indústrias do setor papeleiro mantêm áreas com árvores cultivadas, em atividade denominada silvicultura. “Uma média de 70% a 80% das plantações para a fabricação de celulose são de propriedade das empresas. A faixa de 20% a 30% são de parceiros fomentados pelos fabricantes”, explica Valverde, que é uma das autoridades no Brasil em assuntos relacionados a florestas. Outro ponto importante é que praticamente todas as indústrias do setor são certificadas pelo FSC, selo que garante o bom manejo da plantação florestal, com respeito ao bem-estar dos trabalhadores e do meio ambiente.

A Two Sides prevê anúncios para jornais, revistas e sites e a distribuição da publicação “Comunicação Impressa e Papel – Mitos e Fatos”, defendendo a sustentabilidade no uso do papel e a possibilidade de convivência e sinergia entre as plataformas impressa e digital. No Brasil, a iniciativa tem o apoio de 42 entidades, dentre elas a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner). Todas as entidades representam 80 mil empresas, gerando 615 mil empregos diretos e faturamento anual de US$ 40 bilhões.

Desde o lançamento, a Two Sides Brasil conquistou centenas de menções espontâneas nos noticiosos de diferentes mídias. Igualmente espontâneas foram as veiculações por jornais e revistas dos anúncios criados para a campanha. “Os principais veículos da imprensa brasileira aderiram e alguns já publicaram os anúncios em mais de uma ocasião”, diz Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associação Nacional dos Jornais (ANJ).

 

Um ponto alto da campanha foi a pesquisa nacional Opinião sobre a Comunicação Impressa, realizada pelo instituto Datafolha no fim de 2014. Nela, foram entrevistadas 2.074 pessoas acima de 16 anos, em 135 municípios. Com índice de 95% de confiabilidade, a mostra constatou que 80% da população consideram a leitura em papel mais agradável do que em tela e preferem esse meio para a guarda de documentos.

Para o presidente da Abigraf-PR, Jair Leite, a campanha traz importante contribuição para a valorização da mídia impressa. “Não se trata de ser contra a mídia eletrônica. Todos os tipos de mídia têm o seu espaço. O que estamos fazendo é dar o devido valor ao impresso. Até porque há pesquisas que comprovam que o material impresso tem mais credibilidade do que o que se dissipa na internet”, disse. Atualmente, a campanha conta agora com aportes das seguintes entidades: Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf); Associação Brasileira de Empresas com Rotativa Offset (Abro); Associação Brasileira de Tecnologia Gráfica (ABTG); Associação dos Agentes de Fornecedores de Equipamentos e Insumos para a Indústria Gráfica (Afeigraf); Associação Nacional de Editores de Revista (Aner); Associação Nacional de Jornais (ANJ); Associação Nacional dos Distribuidores de Papel (Andipa); Sindicato da Indústria Gráfica no Estado de São Paulo (Sindigraf-SP); e Sindicato Nacional do Comércio Atacadista de Papel e Papelão (Sinapel).

 

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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