Bolsa da China despenca e as exportações do Paraná devem ser prejudicadas

As atenções mundiais que se concentravam na crise grega, estão agora se voltando para a China. É que diante das fortes quedas das bolsas de valores daquele País, todas as economias globais podem ser contagiadas. O dólar que na quarta-feira (8) chegou a R$ 3,23, abriu nesta quinta-feira (9) a R$ 3,22. A tensão no país asiático pode prejudicar, sobretudo, regiões fornecedoras de commodities, como o Paraná, por exemplo.
A China é disparada a maior compradora de produtos do Paraná, em especial, a soja. Só no primeiro semestre deste ano, 25% do total que nós exportamos foram para os chineses. E olha que este porcentual caiu. De 2000 a 2014, as exportações paranaenses para aquele país, saltaram de 3% para quase 30%. Com a crise da China, os preços das commodities devem recuar.
Para o economista do Banco Santander, Antonio Cortina, a queda acentuada da bolsa chinesa representa um movimento mais realista, diante da redução de rentabilidade das empresas e do excesso de endividamento, numa economia que cresce menos. Ele lembra que a evolução que o mercado acionário vinha apresentando até o mês passado, não condizia com a realidade.
A China caminha para confirmar um crescimento próximo de 7% ao ano. Ou seja, bem abaixo das robustas taxas de expansão de 11% que vinha apresentando até então. Os preços das matérias-primas adquiridas pela China também apresentam ritmo bem menos intenso. Esse conjunto de fatores, associado à inflação baixa da China, deve levar, na visão do economista do Santander, a uma depreciação da moeda chinesa. E todas essas consequências trarão impacto para os países emergentes, como Brasil, que têm a China como principal parceiro comercial e consumidor de matérias-primas, como a soja produzida no Paraná e o minério de ferro de Minas Gerais.








