Cobrar contas atrasadas não é uma tarefa comum e as empresas precisam se preparar mais para enfrentar o aumento da inadimplência
O crescimento da inadimplência dos consumidores tem causado sérias preocupações a um número significativo de empresas, que já começam a registrar prejuízos e a perder o controle financeiro. Na maioria das vezes, os empresários não sabem como cobrar de maneira eficaz os atrasados.
Aliás, cobrar uma conta atrasada não é uma tarefa fácil, mas é preciso estar preparado para obter os resultados. Neste sentido, os serviços de contact center assumem uma importância maior. O primeiro passo para a cobrança é preparar bem o operador, pois a função de lidar com clientes devedores é delicada.
Saber reconhecer com que tipo de cliente está lidando é muito importante na escolha da estratégia de abordagem do problema. O atendente também precisa reconhecer alguns elementos da personalidade do devedor, e nunca se alterar diante de pressões. Outro ponto é a padronização de uma boa linguagem. Todos os atendentes devem ser treinados para escolher as abordagens linguísticas mais adequadas, que transmitam confiança e respeito. Além disso, é preciso saber interpretar a situação e encaminhar para a melhor solução. Sondar o cliente sobre o momento que ele está passando pode poupar tempo.
Porém, a ação mais importante para conseguir que a dívida seja paga, é agir no tempo certo. O contato com o cliente não pode demorar. O recomendado é telefonar para ele entre três e dez dias após a data de vencimento. Só para se ter uma ideia, um estudo da Serasa mostra que a probabilidade de obter o pagamento nos primeiros 30 dias é de 60%. Com o passar do tempo essa porcentagem diminui consideravelmente. Se após 30 dias não houver resultado, a próxima medida é enviar uma carta oficial de cobrança ou uma notificação pelo correio, com aviso de recebimento, para assegurar que o devedor seja alertado. Nessa mensagem devem estar o valor da dívida e o novo prazo para quitação.
É importante saber que o Código de Defesa do Consumidor impõe limites na maneira como essa cobrança deve ser feita. Por exemplo: o inadimplente jamais deve ser levado à uma situação vexatória.
Por último, se nenhuma das medidas de cobrança funcionarem, só resta então entrar com uma ação judicial.








