Em tempos de crise, saber negociar é fundamental para que a empresa sobreviva

Negociar ou vender algum produto ou serviço não é uma tarefa simples. Em tempos de crise, a situação é ainda mais grave. Sinais de confiança ou de nervosismo podem ajudar ou acabar com uma negociação empresarial. Neste sentido, aprender a aproveitar melhor a linguagem corporal e a utilizar as palavras certas podem se tornar uma poderosa ferramenta na hora de fechar um negócio no mundo corporativo.
Eu conversei com o consultor de negociação e comunicação intercultural, Mathias Oefelein, que está desde terça-feira (7) em Curitiba, ministrando o curso Novas tendências e técnicas de Venda, a convite da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha. Ele me disse que o grande desafio do vendedor é saber o que o cliente pensa, e o que ele quer de forma indireta. Na sua avaliação, os vendedores brasileiros têm um alto grau de ansiedade e isso acaba muitas vezes prejudicando uma venda.
Uma das ferramentas que o vendedor pode utilizar a seu favor no momento de uma negociação é a linguagem corporal. O consultor me explicou que a linguagem corporal diz muito sobre a intenção da pessoa, sobre o que ela pensa e, principalmente sobre o que está sentindo. Por exemplo, se o cliente cruza ou fecha seus braços, é um sinal de que a postura está travando a sua mente, e as dificuldades de negociar ficam mais difíceis, então é preciso que o vendedor mude de tática.
Outro ponto importante, é que a maioria das pessoas não percebe que a negociação não é apenas sobre algo que se diz. Há uma grande quantidade de informações valiosas escondidas nos gestos e expressões faciais dos envolvidos numa venda. Por isso, especialistas dizem que a linguagem corporal responde por nada menos que 90% da impressão que se tem de alguém e supera as palavras que usam.
Neste curso ministrado por Mathias Oefelein, que prossegue nesta quarta-feira (8) à noite, no Clube Curitibano, sede Concórdia, em Curitiba, o consultor vai falar também sobre os sinais diretos e indiretos que sinalizam o limite de uma proposta, as palavras-chaves que podem indicar a intenção de compra e como controlar o diálogo, antecipando a reação e a resposta da outra parte.








