Agronegócio sofre menos com a crise

Renato Greidanus
Renato Greidanus: cooperativa deve faturar este ano R$ 1,8 bilhão.

O agronegócio é um dos setores que vem sofrendo menos com a crise. Eu conversei com o presidente da cooperativa de produção mais antiga do Brasil, a ex-Batavo, hoje Frísia, de Carambeí, Renato Greidanus, e ele me disse que o agronegócio é uma das áreas que tem grande eficiência e, se por um lado, encontra um mercado interno retraído, tem nas exportações uma demanda crescente tanto no consumo de produtos animais quanto vegetais.

Por isso, a Frísia Cooperativa Agroindustrial que reúne 800 cooperados, continua investindo na produção. Só este ano, os investimentos chegam a R$ 160 milhões e foram destinados para a nova unidade de suínos, ampliação da secagem de grãos, novo entreposto no Tocantins e infraestrutura. No ano passado, a cooperativa faturou R$ 1,670 bilhão e este ano o faturamento deve ultrapassar a casa de R$ 1,8 bilhão. Segundo Renato Greidanus, o Brasil não vai parar e os ajustes estão sendo feitos, mas a cooperativa de Carambeí, está se adaptando à nova realidade e trabalhando para abrir novos mercados, principalmente para a exportação de carnes.

A cooperativa também está entrando no mercado de farinha de trigo. Hoje ela já fornece farinha de trigo no atacado, tendo a Nestlé como sua principal cliente e a partir do ano que vem vai ingressar no varejo com a marca Herança Holandesa.

E neste mês em que a cooperativa está completando 90 anos, a diretoria decidiu reposicionar a sua marca no mercado, que passou a se chamar Frísia, numa menção à região da Holanda de onde vieram muitos imigrantes que colonizaram Carambeí e também aos primeiros animais da raça holandesa. A decisão da diretoria foi uma estratégia para reposicionar a marca no mercado, bastante confundida pelos consumidores desde que a Parmalat, em 1997, se tornou acionista majoritária da indústria de laticínios estruturada pelos imigrantes holandeses. Posteriormente, a marca Batavo passou para o comando da BRF, que, no final do ano passado, vendeu para o grupo francês Lactali.

Renato Greidanus me explicou que a Frísia não pretende ser uma marca de varejo, mas sim institucional. Ainda segundo ele, quando a cooperativa vendeu a sua marca acabou perdendo a sua identidade. A partir de agora vai continuar produzindo vários produtos, mas desvinculados da marca institucional.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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