Com economia em recessão, requerimentos de recuperação judicial batem novo recorde
De acordo com Indicador Serasa Experian de Falências e Recuperações, nos sete primeiros meses de 2015, as recuperações judiciais requeridas totalizaram 627 ocorrências. Este patamar é recorde para o acumulado dos sete primeiros meses do ano desde 2006, após a entrada em vigor da Nova Lei de Falências (junho/2005). As micro e pequenas empresas lideraram os requerimentos de recuperação judicial de janeiro a julho de 2015, com 323 pedidos, seguidos pelas médias (174), e pelas grandes empresas (130).
Julho também registrou um número recorde de requerimentos de recuperação judicial em relação a todos os meses de julho desde o início da série histórica do indicador: 135, um aumento de 28,6% em relação ao mês anterior, quando foram requeridas 105 recuperações.
Novamente as micro e pequenas empresas ficaram em primeiro lugar no número de requerimentos em julho, com 68. Em seguida, as grandes empresas, com 40, e as médias empresas, com 27. De acordo com os economistas da Serasa Experian, a solvência das organizações tem sido impactada negativamente com os aumentos nas despesas financeiras das organizações, geradas, principalmente, pelas elevações das taxas de juros e, no aumento do endividamento em moeda estrangeira das empresas que têm contratos indexados ao dólar, derivado da elevação da taxa de câmbio. Além disso, o atual quadro recessivo da atividade econômica dificulta também a geração de caixa das empresas, agravando sua situação financeira.








