Dólar alto exige adequação do comércio importador

A constante alta do dólar está mudando alguns hábitos de consumo. Viajar ao exterior para compras já não é tão interessante, como era no passado. Com a moeda americana ultrapassando os R$ 3,50, muitos produtos estão com valores similares, e em alguns casos, até menores do que no exterior. Neste cenário, há também o empenho do mercado em reagir ao momento. Empresas que tiveram negociação antecipada por parte dos importadores, que adquiriram estoques maiores, assim como os que possuem negociação contínua com fornecedores internacionais, garantindo melhores condições, estão comemorando o momento.
É o caso da Platinox, empresa curitibana de utensílios para cozinha residencial, profissional, gourmet e comercial. “A alta do dólar não prejudicou o cliente padrão, pois, como temos relacionamento sólido com os fornecedores, não precisamos repassar a elevação da moeda em nossos produtos. Além disso, atraímos um novo público, acostumado a importar itens de gastronomia e que agora, torna-se mais vantajoso adquirir em nossa loja”, explica do diretor José Antonio Martimiano.
Segundo ele, o cliente ainda tem a oportunidade de conhecer itens nacionais com qualidade equivalente aos importados. “Temos uma indústria nacional muito forte no segmento. Panelas de ferro, com acabamentos em esmalte e cerâmica de uma marca nacional saem pela metade do preço da marca mais famosa internacionalmente”, explica.
Martimiano explica que o momento exige um pouco mais do gestor, mas que é possível atravessá-lo de maneira otimista. “Temos que estar atentos às mudanças econômicas para nos adaptar da melhor forma possível, garantindo um atendimento eficiente ao cliente. Dessa forma, evitamos a estagnação do segmento, projetando, ainda, um crescimento moderado, mas sólido”, ensina o gestor. Segundo ele, o objetivo é sempre a melhor negociação. “Nosso trabalho é focado no consumidor. Assim, avaliamos a melhor maneira de oferecer qualidade, sem perder a competitividade de mercado”, diz.








