Mercado externo é uma das opções para setor eletroeletrônico enfrentar a crise

O setor eletroeletrônico brasileiro depois de registrar números amargos no primeiro semestre do ano, está em busca de alternativas para se manter no mercado. Uma das opções para combater a crise e a consequente queda do faturamento é o mercado externo. Eu conversei com o presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, que veio a Curitiba para apresentar a empresários paranaenses as estatísticas do segmento e falar do Plano Nacional das Exportações.
Segundo Barbato, nos primeiros seis meses do ano, a produção física do setor eletroeletrônico caiu 17% em relação a igual período de 2014. Já o faturamento diminuiu 9%. Agora o mais preocupante foi a demissão de 15 mil trabalhadores. Para o presidente da Abinee, as exportações podem ser a alternativa para que as indústrias enfrentem a difícil crise de confiança que atravessa o mercado brasileiro. Barbato me disse que o setor eletroeletrônico não tem como vocação principal as exportações, mas é um grande importador de componentes. Mesmo assim, entre janeiro e junho, as exportações cresceram 10%, o que o empresário considera um sinal positivo. Neste sentido, a Abinee está incentivando as indústrias nacionais a buscarem novos mercados no exterior. Hoje, por exemplo, o setor eletroeletrônico já tem presença garantida em países da América Latina e Estados Unidos e o Oriente Médio poderá ser uma opção para a venda de bens de infraestrutura, principalmente na área de energia.
Nos últimos dez anos, o setor eletroeletrônico perdeu quase a metade da sua participação nas exportações. Em 2006, as exportações do setor representavam 19,2% do faturamento, hoje, não chegam a 10%. Para o presidente da Abinee a nossa reindustrialização só ocorrerá se houver uma retomada das exportações dos manufaturados, que hoje representam menos de 40% do total das vendas ao exterior.
Com relação a preços, Barbato me disse que no primeiro semestre do ano, enquanto os produtos elétricos tiveram alta de 10%, os eletrônicos caíram 2%, em função da acirrada concorrência.








