Momento atual exige que empresários façam a reestruturação dos seus negócios

reestruturaçãoDiante do quadro econômico atual, a primeira atitude a ser tomada pelos empresários, o mais rápido possível, é repensar totalmente a estrutura na qual os seus negócios estão baseados. A reestruturação deve questionar tudo o que agrega ou não agrega valor ao negócio. Um exemplo é a estrutura financeira. O ambiente econômico dos últimos 10 anos fomentou o crédito, fazendo com que a economia avançasse das mais variadas formas. Mas, agora, com a retração da economia, o crédito está cada vez mais escasso e caro.

O que acontece é que muitas empresas estruturaram seu fundamento de fluxo de caixa na captação de dinheiro via fornecedores ou bancos, bem como na concessão de crédito aos seus clientes. Como contrair crédito ficou mais difícil e conceder financiamento tornou-se perigoso, é preciso redesenhar estrategicamente o fundamento de geração de caixa da empresa. Isto envolve decisões relativas a público alvo, reavaliação de produtos, segmentação, custos, enxugamento de despesas e, inclusive, a revisão da estratégia comercial.

Outro setor que carece de reestruturação, neste momento, é o de vendas. Aliás, esta é uma das áreas mais críticas de qualquer negócio. Para a maioria dos empresários, vender mais resolve todos os problemas. Mas isso não é verdade. Se uma empresa vender muito bem um produto, cujo custo foi mal calculado, o próprio sucesso da equipe de vendas pode fazer o negócio fracassar. A equipe de vendas precisa se refazer diante da atual escassez de recursos. O cliente como é de se esperar, pressionará muito mais, exigirá ainda mais descontos, benefícios e prazos. Ou seja, a pressão será exercida de ambos os lados: por parte da empresa exigindo que se venda mais, com melhores condições, com menos descontos e para os melhores clientes. De outro lado, os clientes, já pautados pelas suas necessidades exercerão uma pressão forte sobre os preços de vendas. Neste cenário, o treinamento da equipe de vendas para saber como vender o valor dos produtos já não é mais um diferencial, mas sim uma condição para “continuar no mercado.

Por último, a reestruturação empresarial também deve passar pelo setor de estoques, de produtividade e de pessoal.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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