Para BRF, vendas da Perdigão mostram início positivo desde retorno da marca

Pedro Faria, CEO global da BRF.
Pedro Faria, CEO global da BRF.

A BRF, uma das principais exportadoras de proteína de aves e suínos do mundo, considera que a volta da marca Perdigão ao mercado nacional teve um início positivo, afirmaram executivos da companhia em teleconferências com analistas na sexta-feira (31). “As vendas da Perdigão começaram em 2 de julho e estão indo bastante bem”, disse o CEO global da BRF, Pedro Faria. Ele ponderou, no entanto, que é cedo para fazer uma avaliação mais ampla do desempenho da marca com menos de um mês de vendas desde a reestreia.

A BRF, que também é detentora da marca Sadia, retomou a comercialização de produtos da Perdigão no mercado após finalizado o período de bloqueio determinado pelo Conselho Administativo de Defesa Econômica (Cade) em 2012, quando foi autorizada a criação da BRF por meio da fusão de Perdigão e Sadia. A companhia busca agora ganhar participação de mercado com a volta da marca e vem investindo fortemente em ação de marketing para promover os produtos que incluem presuntos e linguiças defumadas.

A empresa anunciou na quinta-feira (30) que teve lucro líquido global de R$ 364 milhões no segundo trimestre de 2015, num aumento de 46,6% ante o registrado no mesmo período do ano passado. O resultado foi impulsionado principalmente pelo crescimento dos preços médios em reais no exterior, mas também houve alta nas vendas de alimentos processados no Brasil.

Faria disse que a empresa espera um cenário desafiador no mercado interno no segundo semestre, diante da situação econômica do país, mas destacou que tanto o segmento de proteína in natura quanto o de processados continuam crescendo até agora.

O diretor financeiro da BRF, Augusto Ribeiro, acrescentou que mesmo com alta de 15,2% na receita líquida com produtos processados no Brasil, e aumento de 9,4% nos volumes, no segundo trimestre, a empresa teve uma perda de participação de mercado – o que comprova o forte crescimento deste segmento de mercado como um todo.
“Em industrializados e congelados, o mercado cresce fortemente. Algumas categorias dentro de processados apresentaram crescimentos robustos ano contra ano”, disse.

O CEO da BRF revelou que a companhia continua avaliando aquisições. “M&A (sigla eminglês para fusões e aquisições) é um jogo de paciência, mas temos olhado oportunidades”, disse ele. Somente no mês de abril deste ano, a empresa anunciou duas fusões. A companhia firmou uma joint venture com a britânica Invicta Food Group Limited (IFGL), ampliando atuação no Reino Unido, Escandinávia e Irlanda, e outra com a Singapore Food Industries (SFI), em Cingapura.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná. Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social. Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos. Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas. Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005). Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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