Produção de embalagens cai 2,59% no primeiro semestre

Na divisão por tipo de produtos, as embalagens de papel, papelão e cartão tiveram queda de 1,25%.
Na divisão por tipo de produtos, as embalagens de papel, papelão e cartão tiveram queda de 1,25%.

A produção física do setor de embalagem caiu 2,59% no primeiro semestre de 2015 ante o mesmo intervalo do ano passado, quando o recuo foi de 1,35%. Nos seis primeiros meses deste ano, apenas em junho houve crescimento, de 0,99%. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), em estudo com a chancela do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV). Na divisão por tipo de produtos, as embalagens de madeira tiveram a maior queda de produção no semestre, de 14,47%, seguida por metal (-6,15%), plástico (-2,67%), papel, papelão e cartão (-1,25%) e vidro (-0,41%).

Para 2015, a expectativa da associação é de queda de 3%. No início do ano, ao divulgar os números referentes a 2014, a ABRE havia projetado um recuo entre 0,5% a 1,5% em volume de produção para este ano. Em valores, a ABRE revisou sua estimativa para o exercício de 2015 de R$ 58,2 bilhões, divulgada ano início do ano, para R$ 57,517 bilhões. Na divisão por setores, a maior participação deve ser de material plástico, com 40,17% (R$ 23,101 bilhões), seguido por papelão ondulado, com 18,02% (R$ 10,361 bilhões), e metálicas, com 17,29% (R$ 9,944 bilhões).

O economista responsável pelo estudo, Salomão Quadros, comenta, em nota, que os números refletem o cotidiano do país. “A confiança do consumidor vem diminuindo mês a mês. Consequentemente, houve diminuição do consumo rotineiro que impacta diretamente diversos setores da indústria, inclusive o de embalagem. O ambiente internacional ainda está longe da normalidade e uma possível retomada da indústria de embalagem não deve ganhar força antes de meados de 2016”, afirma.

De acordo com o estudo, o setor de embalagens gerou 226.866 postos de trabalho até o mês de maio de 2015, o que significou uma queda de 1,6% ante o mesmo período de 2014. O segmento de madeira apresentou a maior queda na geração de empregos, de 5,73%, seguido por metálicas (-3,10%), papel (-2,91%), plástico (-1,43%) e cartolina e papel cartão (-0,62%). A área de vidros foi a única a apresentar crescimento, de 4,04%.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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