Dólar volta a abrir em alta e já caminha para a casa dos R$ 5
O dólar voltou a abrir em alta nesta quinta-feira (24) batendo um novo recorde desde a criação do real há 21 anos. Depois de fechar na quarta-feira (23) a R$ 4,15, a moda norte-americana iniciou os negócios nesta manhã desta quinta-feira a R$ 4,24 e às 10h45 era negociado a R$ 4,25, o que representa uma valorização de 58% este ano. Em 12 meses, a alta do dólar comercial já chega a quase 75%. Já o dólar turismo está sendo negociado nas casas de câmbio em Curitiba a R$ 4,40.
E o pior é que as previsões continuam apontando novas elevações para as próximas semanas. Na opinião de analistas, o real está sofrendo uma ataque especulativo e a moeda norte-americana caminha rapidamente para os R$ 5,00, o que é assustador.
A alta do dólar não atinge apenas as empresas endividadas em dólar, ou os turistas que têm viagens marcadas para o exterior, mas afeta a vida de todas as pessoas, pois há custos em dólar embutidos em praticamente todos os produtos que são consumidos no dia a dia, a começar pelo pãozinho, que usa trigo, até a lâmina de barbear. Portanto, logo, esta alta do dólar se refletirá na inflação, que já está elevada.
Eu conversei com alguns economistas e entre eles a opinião é unânime: o dólar só vai ficar estável quando acabarem as incertezas. Para o ex-diretor do Banco Central e atual chefe da Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio (CNC), Carlos Thadeu de Freitas Gomes, a volatilidade do mercado é resultado da falta de confiança de que o governo consiga a aprovação do pacote fiscal, o que poderá elevar fortemente a relação entre a dívida bruta e o Produto Interno Bruto (PIB). Isso faria crescer fortemente as dúvidas quanto à solvência do país.
E dólar em alta é sinônimo de bolsa em baixa. O índice Bovespa operava às 10h45 com queda de 2% Também os juros do DI no mercado futuro estão mais altos. Para janeiro de 2017 houve uma elevação de 71 pontos, com os contratos abrindo a 17,26%.








