Em tempos de crise, gestão de pessoas deve ser analisada com mais cuidado pelos empresários

gestão de pessoasA gestão de pessoas é fundamental em momentos de crise. E toda crise, não importa a sua natureza, quase sempre é mais humana que material porque nasce, de alguma forma, do confronto dos valores humanos. Pouca gente para para analisar: se existe algum tipo de crise, em qualquer lugar que seja, é por que o ser humano falhou.

Neste sentido, não há como separar da crise, o homem e suas condições. Quando uma crise chega a uma empresa, antes de fazer estragos nos balanços, afeta, primeiramente, os seus talentos, e pode ter um desfecho trágico. Poucos têm a real dimensão de como ela abala a estrutura psicológica e como o medo que traz, paralisa a inteligência das pessoas. O empresário teme a ameaça aos lucros. Já o trabalhador se apavora com o desemprego.

Quando a economia está em baixa e o mercado de trabalho está parado, os empresários tendem a ver a área de recursos humanos como um incômodo, o que é um erro. Pesquisas internacionais mostram que os executivos ao redor do mundo veem o capital humano como um dos principais desafios, mas classificam o RH apenas como a oitava área mais importante de uma empresa. E isso precisa mudar.

Existem algumas práticas que devem ser adotadas por qualquer área de recursos humanos de uma empresa. Em primeiro lugar esta é a hora de identificar talentos, de procurar líderes dinâmicos que possam atuar em mais de uma área sem prejuízos aos processos. O segundo ponto é implantar mudanças, pois o medo da crise engaja as pessoas. Os colaboradores com receio de perder seus empregos saem da zona de conforto e realizam algo a mais, a fim de evidenciar a sua importância para a empresa. Mudar processos, eliminar retrabalhos e redefinição de tarefas, costumam ser bem aceitos neste momento.

O empresário também deve ser transparente. A honestidade em mostrar o que está acontecendo na empresa é fundamental. Esconder a crise, omitindo ou mascarando problemas podem fazer com que os colaboradores permaneçam acomodados e não aumentem sua produtividade.

Agora, se os cortes forem necessários, o melhor é fazê-los de uma vez só. Se as demissões acontecerem em blocos mensais, o clima de terror, certamente se instalará na empresa. Após as demissões, deve-se reunir a equipe e reforçar a importância dos profissionais que permaneceram.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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