Entidades alertam para os riscos do aumento da alíquota de importação do aço
Associações de setores que utilizam o aço na fabricação de seus produtos reunidas na Abimaq nesta quarta-feira (25) decidiram iniciar uma guerra contra a possível elevação tarifária anunciada pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, da alíquota de importação do aço. A grande preocupação é o risco de diversos produtos – de carros a fogões – terem forte aumento de preços, assim como piorar a crise no setor de máquinas e equipamentos, que nos últimos dois anos demitiu 60 mil pessoas.
Qualquer alteração de preço em um componente importante como o aço representa uma mudança significativa no preço final dos produtos que o utilizam. Na opinião dos representantes das entidades, esse não é o momento de repasses.
Para Carlos Pastoriza, presidente do Conselho do Conselho de Administração da Abimaq, o valor do aço importado é usado como referência para todo o setor: “Se o preço do importado sobe, o valor do similar nacional também vai acompanhar esse movimento.”
Segundo Pastoriza, essa proposta é um descalabro. “A Cosipa, por exemplo, fechou as portas porque seu principal cliente, o setor de máquinas equipamentos, está quebrado. Hoje, a alíquota de importação de máquinas é de 6,5%, enquanto a do aço é de 8 % a 12%. Então, ao elevar ainda mais a do aço, a mensagem do governo é que é melhor nós importarmos máquinas. Estamos no movimento contrário, que seria estimular a indústria de transformação no Brasil”, completa.








