Construção civil faz balanço do ano de 2015 e projeta um ano de dificuldades para 2016

A diretoria do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná apresentou nesta terça-feira (1º), em Curitiba, o balanço do setor em 2015. Em termos de unidades habitacionais vendidas, houve até uma surpresa, já que o número cresceu 6% em relação ao ano passado, totalizando 3.785 imóveis novos negociados na Grande Curitiba. Em valores, a alta foi menor e chegou a 3,3%. Isso significa que os imóveis subiram menos que a inflação e que o próprio custo da construção civil, que nos últimos 12 meses aumentou 7,7%.
Eu conversei com o presidente do Sinduscon/PR, o empresário José Eugênio Gizzi, e ele me disse que este é um excelente momento para comprar imóveis, já que os preços estão atraentes e além do que há uma gama enorme de imóveis estocados. Segundo Gizzi, não há espaço para novas quedas, mas há grandes oportunidades de negociação entre compradores e vendedores.
Com relação aos financiamentos de imóveis, houve uma redução de 9% em relação a 2014 em termos de unidades financiadas.

No caso específico de Curitiba, a área liberada em metros quadrados para construção caiu 11% este ano quando comparada a 2014. Porém, houve uma queda de 21% quando se analisa o número de unidades habitacionais liberadas pela Prefeitura de Curitiba. Esta queda já era prevista em função do número elevado de lançamentos em 2011 e 2012.
Os números mais negativos da construção civil vêm do emprego. Em todo o Brasil foram perto de 500 mil trabalhadores demitidos, sendo quase 16 mil no Paraná e 10 mil em Curitiba. O presidente do Sinduscon do Paraná me disse que o número de desempregados poderia ter sido muito maior, mas muitas empresas não demitiram para não perder o investimento feito em capacitação humana e outras simplesmente por que não tinham recursos para pagar os débitos trabalhistas.
Quanto às perspectivas para 2016, 53% das empresas consultadas pelo Sinduscon pretendem manter seus funcionários; 28% aumentar e apenas 19% devem diminuir. Ainda quanto às perspectivas para o próximo ano, os empresários da construção civil preveem um cenário de retração, porém com redução de estoques imobiliários. Haverá também uma forte pressão de custos, afetando todo o setor e também o consumidor.
Por último, o setor também prevê uma redução drástica de alvarás e escassez de recursos públicos para obras.








