Empresas que quiserem se manter competitivas devem apostar na simplificação de processos

Ivar Berntz: "É preciso ter coragem para estancar a sangria".
Ivar Berntz: “É preciso ter coragem para estancar a sangria”.

O cenário econômico atual não vem favorecendo os negócios e o posicionamento adotado pela maioria das empresas é de redução dos custos e demissão de funcionários. Porém, essas medidas poderão impactar no desenvolvimento dos negócios e, consequentemente, na perda de mão de obra qualificada.

Eu conversei com o sócio da Consultoria Deloitte, Ivar Berntz, e ele me disse que diante do momento delicado como o que estamos atravessando, esta é a hora para fazer os ajustes necessários e uma revisão detalhada do demonstrativo de despesas, visando a simplificação dos processos.  A indicação é buscar uma análise geral do contexto da empresa, que engloba o atendimento ao cliente, passa pela demanda e repensa a necessidade de inovação para alcançar os resultados. Outro passo importante nessa revisão é a preservação da capacidade técnica, privilegiando e incentivando os profissionais mais produtivos. Além disso, é indispensável o investimento na emissão de relatórios, que formam a base de dados a partir da qual serão determinados quais os melhores procedimentos para a gestão das companhias.

Segundo o consultor, neste esforço para simplificar, destacam-se métodos já consagrados, como o sistema Lean, que prega evitar desperdícios e movimentos inúteis no trabalho. Ou seja, eliminar estoques e rever a real utilidade dos ativos fixos, que contribuirão para o aumento da eficiência operacional. De acordo com Ivar Berntz, esta é a hora do empresário se perguntar por que sua empresa está instalada num prédio caro em zona nobre da cidade ou então por que está gastando tanto com um galpão monstruoso? O consultor da Deloitte informa que inclusive as grandes empresas já estão começando a distribuir células organizacionais em escritórios compartilhados, ou de coworking, para reduzir as despesas de aluguel.

Outra maneira de reestruturação de atividades quando a economia exige uma revisão nos orçamentos é reunir em um mesmo departamento todas as áreas de compra da empresa, buscando padronizar práticas e, com isso, precaver-se contra desvios que consumam tempo e recursos financeiros.

Por último, muitas empresas consideram como medida fundamental o corte de funcionários para reduzir despesas e evitar que as finanças fiquem no vermelho. Porém, segundo me disse o sócio da Deloitte, essa iniciativa pode se virar contra as contas da empresa no médio prazo. Isso porque, embora as despesas mensais diminuam, os gastos com admissão e treinamento serão muito maiores quando a empresa precisar retomar as recontratações. O problema é ainda mais grave se, na diminuição do quadro de pessoal, se perderem talentos que dominam a expertise do negócio.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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