Procura por imóvel pronto e para upgrade aumenta 6% em Curitiba, ante a um recuo da busca pela primeira moradia

Quase metade dos compradores de Curitiba desejam um imóvel pronto para morar, volume superior aos que preferem o imóvel em construção ou na planta, segundo dados do Perfil Imobiliário 2015 da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi/PR). O O diretor da Terrasse Engenharia e Construções, Osmar Nobolu Kassuia, atribui a preferência por um imóvel pronto a uma necessidade imediata, motivada por novas condições de trabalho, escola dos filhos ou mesmo por mudanças na configuração da família.

“Para esses grupos não há tempo disponível para um planejamento de longo prazo. Há ainda a questão da segurança, pois, o comprador imediatamente toma posse do bem adquirido, em vez de aguardar o prazo de construção que tem 36 meses, em média”, comenta Kassuia. A construtora, prestes a completar 25 anos, conta com sete empreendimentos com apartamentos prontos para morar em Curitiba, nos bairros Cabral, Cristo Rei, Seminário e Juvevê, todos em torre única.

Cada modalidade apresenta as suas vantagens. No caso do imóvel pronto, a principal delas é que as características e atributos da edificação podem ser verificadas diretamente no local. “O comprador pode visualizar o acabamento, insolação, áreas comuns disponíveis, localização e entorno, bem como os custos de manutenção do condomínio e de impostos como o IPTU. Essas despesas serão efetivamente ‘para sempre’ e merecem atenção do comprador, que deve averiguar se elas são compatíveis com a sua renda e se poderão causar alguma dificuldade numa futura venda do imóvel”, alerta Kassuia.

No caso dos lançamentos, os benefícios compreendem melhores descontos e pagamento parcelado para quem não dispõe da totalidade dos recursos necessários. O imóvel na planta permite ao comprador o parcelamento de parte do que se chama de poupança, normalmente entre 20% e 50% do valor do bem, que é a diferença da sua capacidade de financiamento no sistema bancário (normalmente, entre 50% e 80% do preço do imóvel).

Na aquisição do imóvel pronto, o comprador precisa dispor desta poupança, geralmente para pagamento à vista, já que uma vez contratado o financiamento imobiliário, o bem deve estar quitado. “Outro ponto a se salientar é que, geralmente, quem compra o imóvel na planta ou em construção pode escolher as unidades do edifício, o que se observa sobretudo em empreendimentos menores, com poucos apartamentos disponíveis”, ressalta o empresário.

O Perfil Imobiliário 2015 da Ademi/PR mostrou ainda que houve aumento no número de pessoas que procuram um imóvel para upgrade, ou seja, querem trocar a sua moradia atual por uma maior, mais atual ou melhor localizada, totalizando 31% dos entrevistados, 6% a mais do que apurado em 2014. Ainda que 47% das pessoas procurem o primeiro imóvel, esse montante teve queda de 5% em 2015, em relação ao ano anterior.

Para o diretor da Terrasse Engenharia e Construções, essa transição é justificada especialmente por fatores sócio demográficos e pela renda. “Normalmente esse movimento de upgrade acontece pelo nascimento de filhos, formação de novas famílias, união de pessoas que já tem filhos de outros casamentos e ainda pessoas que melhoraram a sua condição financeira ao longo do tempo e procuram imóveis mais confortáveis”, relata.

O empresário diz ainda que o cenário econômico nacional influencia na compra do primeiro imóvel. “O atual contexto dificulta uma decisão de investimento de longo prazo para quem quer a casa própria e faz com que a pessoa acabe morando junto com os pais até ter uma condição financeira mais estável para poder assumir o compromisso de compra do imóvel”, analisa Kassuia.

Dos sete empreendimentos prontos à venda pela Terrasse, quatro são para famílias que estão se formando e três para aquelas que estão crescendo. Os condomínios residenciais para as famílias que estão se formando têm entre 27 e 60 unidades, em torre única, e compreendem apartamentos de 2 e 3 dormitórios, com área privativa média entre 67 e 86 m², no Cristo Rei e no Cabral.

Um dos destaques é o Terrasse Musique, no Cristo Rei, com apartamentos de 2 e 3 dormitórios, área privativa de 71 a 86 m² e vaga para um ou dois veículos. Este empreendimento é entregue com aquecedor de passagem para gás instalado, banheiros com tampo em granito. O imóvel tem churrasqueira a carvão na sacada, que também pode ser acessada pela área de serviço, living integrado à sacada e cozinha e sala de estar integrados. As áreas comuns do edifício foram entregues decoradas e mobiliadas.

Para as famílias que estão crescendo, a construtora dispõe de quatro empreendimentos prontos em torre única com 22 a 43 unidades, 3 dormitórios e área privativa entre 105 e 125 m², no Seminário, Cabral e Juvevê. Um deles é o Terrasse Classique, no Seminário, com apartamentos de 3 dormitórios, sendo uma suíte com hidromassagem, com área privativa de 113 a 122 m² e vagas para um ou dois automóveis. Os apartamentos têm lavabo, sacada com churrasqueira a carvão e pia de apoio, living para dois ambientes, esquadrias com persianas integradas e porcelanato nos banheiros e na cozinha.

O diretor da construtora, Osmar Nobolu Kassuia, diz que é possível identificar algumas distinções entre o perfil dos compradores para cada ciclo de vida. Para as famílias em formação, a faixa etária dos compradores é de 29 a 40 anos, em vias de união estável ou casamento, sem filhos. “Nesse caso, a prioridade é por cômodos que possibilitem uma disposição adequada dos móveis com uso o mais racional possível. Nas áreas comuns, prevalece o equilíbrio entre o que é realmente necessário e o que gera despesas ao condomínio”, descreve.

Já para as famílias em expansão, a faixa etária dos compradores é de casais com 35 a 50 anos, com um a três filhos. “Aqui a prioridade é por cômodos amplos e projeto estudado para atender as necessidades dos moradores. Nas áreas comuns, a preferência é por espaços que satisfaçam todos os membros da família, especialmente as crianças”, relata Kassuia. Em ambos os casos, a maior parte dos compradores prefere adquirir o imóvel no bairro ou região em que já está estabelecido.

Mirian Gasparin

Mirian Gasparin, natural de Curitiba, é formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná e pós-graduada em Finanças Corporativas pela Universidade Federal do Paraná.Profissional com experiência de 50 anos na área de jornalismo, sendo 48 somente na área econômica, com trabalhos pela Rádio Cultura de Curitiba, Jornal Indústria & Comércio e Jornal Gazeta do Povo. Também foi assessora de imprensa das Secretarias de Estado da Fazenda, da Indústria, Comércio e Desenvolvimento Econômico e da Comunicação Social.Desde abril de 2006 é colunista de Negócios da Rádio BandNews Curitiba e escreveu para a revista Soluções do Sebrae/PR. Também é professora titular nos cursos de Jornalismo e Ciências Contábeis da Universidade Tuiuti do Paraná. Ministra cursos para empresários e executivos de empresas paranaenses, de São Paulo e Rio de Janeiro sobre Comunicação e Língua Portuguesa e faz palestras sobre Investimentos.Em julho de 2007 veio um novo desafio profissional, com o blog de Economia no Portal Jornale. Em abril de 2013 passou a ter um blog de Economia no portal Jornal e Notícias. E a partir de maio de 2014, quando completou 40 anos de jornalismo, lançou seu blog independente. Nestes 16 anos de blog, mais de 35 mil matérias foram postadas.Ao longo de sua carreira recebeu 20 prêmios, com destaque para o VII Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º e 3º lugar na categoria webjornalismo em 2023); Prêmio Fecomércio de Jornalismo (1º lugar Internet em 2017 e 2016);Prêmio Sistema Fiep de Jornalismo (1º lugar Internet – 2014 e 3º lugar Internet – 2015); Melhor Jornalista de Economia do Paraná concedido pelo Conselho Regional de Economia do Paraná (agosto de 2010); Prêmio Associação Comercial do Paraná de Jornalismo de Economia (outubro de 2010), Destaque do Jornalismo Econômico do Paraná -Shopping Novo Batel (março de 2011). Em dezembro de 2009 ganhou o prêmio Destaque em Radiodifusão nos Melhores do Ano do jornal Diário Popular. Demais prêmios: Prêmio Ceag de Jornalismo, Centro de Apoio à Pequena e Média Empresa do Paraná, atual Sebrae (1987), Prêmio Cidade de Curitiba na categoria Jornalismo Econômico da Câmara Municipal de Curitiba (1990), Prêmio Qualidade Paraná, da International, Exporters Services (1991), Prêmio Abril de Jornalismo, Editora Abril (1992), Prêmio destaque de Jornalismo Econômico, Fiat Allis (1993), Prêmio Mercosul e o Paraná, Federação das Indústrias do Estado do Paraná (1995), As mulheres pioneiras no jornalismo do Paraná, Conselho Estadual da Mulher do Paraná (1996), Mulher de Destaque, Câmara Municipal de Curitiba (1999), Reconhecimento profissional, Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (2005), Reconhecimento profissional, Rotary Club de Curitiba Gralha Azul (2005).Faz parte da publicação “Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia”, livro organizado por Eduardo Ribeiro e Engel Paschoal que traz os maiores nomes do Jornalismo Econômico brasileiro.

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