Venda de imóveis de luxo em Curitiba cai 20% este ano

O mercado de luxo é um dos últimos afetados pela crise, mas não é imune aos seus efeitos. Um estudo realizado pelo VivaReal, plataforma que possibilita a comunicação entre imobiliárias, incorporadoras e corretores com consumidores que buscam um imóvel de alto padrão, constatou que houve uma queda tanto para compra quanto para aluguel. O preço do aluguel teve desvalorização real de 15,8% nos últimos dois anos, considerando-se a inflação de 17% segundo o IGP-M. Ao analisar apenas este ano, a desvalorização foi de 1,9%, para um IGPM de 3,3%.
A demanda por aluguel de luxo também vem diminuindo e nos últimos seis meses apresentou queda de 6,8%. Considerando apenas os quatro primeiros meses de 2016, a procura caiu 14%.
No caso da venda de imóveis, o cenário segue a mesma direção. Nos últimos 24 meses, o valor médio do imóvel de luxo, segundo o VivaReal, teve desvalorização real de 9,6%. Já este ano, a queda foi de 0,4%.
Eu conversei com a corretora de imóveis de luxo em Curitiba, Cris Fernandez, e ela me disse que mesmo o cliente de alto padrão está receoso diante do momento econômico. Segundo a corretora, este ano, a venda de imóveis de luxo caiu 20%. Na sua avaliação, o investidor que possui grandes quantias aplicadas nos bancos está preferindo deixar o dinheiro rendendo na aplicação do que, por exemplo, trocar um apartamento menor por outro maior, ou mesmo comprar uma mansão.
Outra diferenciação apontada por Cris Fernandez entre o mercado de imóveis normal e o de luxo é que neste segmento não se barganha preço. Ou seja, no mercado de imóveis destinados às classes B e C, com dinheiro na mão, o comprador barganha preço e o vendedor muitas vezes acaba cedendo, pois ao fazer as contas chega à conclusão que é melhor baixar o preço do que continuar pagando condomínio. No mercado de luxo, quem tem um imóvel de mais de R$ 2 a R$ 3 milhões, pagar o condomínio não é problema.
Outro ponto favorável ao mercado de luxo, é que as transações de imóveis de alto padrão dependem menos de financiamento imobiliário, por isso a demanda não é tão afetada pela escassez de crédito.









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